Ao perceber que os carros da 17 Regional de Saúde que fazem o fumacê (aplicação de veneno contra o Aedes aegypti) se aproxima da sua casa, a moradora do Jardim Antares (zona leste de Londrina), Zenir Prócopio, abre a residência para o produto entrar. ''Abro todas as janelas e como tenho um pássaro, troco a água e a comida dele depois'', destacou. A mesma atitude é seguida por Damaris Santiago, também moradora da região leste. Ela afirmou que deixa a veneziana aberta e proteje a gaiola dos periquitos. Mas além de colaborar com as equipes do fumacê, a mulher garantiu que toma os cuidados para evitar que a sua casa ofereça condições para a multiplicação do mosquito que transmite a dengue. Os vasos de plantas ficam sem o pratinho em baixo para evitar a água parada e a vasilha de água do cachorro é trocada com frequência.
Vizinha de Zenir, Kelly Regina Souza Fernandes confessou que esquece de abrir as janelas quando o carro da Saúde passa perto de sua casa aplicando o veneno. ''Eles passam e a gente acaba não se tocando de que tem que abrir a casa'', disse. Mas ela dá bom exemplo evitando deixar água parada em casa. ''Não deixo vaso de plantas e tem um banheiro do lado de fora que eu não uso e procuro sempre dar descarga para não ter problema'', observou.
Ontem, os carros que fazem o fumacê iniciaram o 4º ciclo de aplicação do veneno, de um total de oito, na zona leste de Londrina. Os trabalhos estavam previstos para iniciar às 17 horas mas o vento atrasou em pelo menos duas horas o serviço.
O chefe da divisão de doenças transmissoras por vetores de Curitiba, Natal Jatai de Camargo, está em Londrina acompanhando os trabalhos. Ele destacou que o número de mosquitos está caindo em ritmo lento. ''Nós matamos 500, mas nascem outros 300. É um trabalho gradativo'', explicou.
Outra orientação dada à população é que abra as janelas e portas enquanto o fumacê passa pela rua para que o veneno possa atingir também mosquitos que estejam dentro das casas. Camargo destacou que o veneno utilizado é diferente do usado ano passado. ''A dose dele é mais baixa e menos prejudicial ao meio ambiente'', apontou. Mesmo assim, é preciso ter cuidado com animais de estimação.

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