Aos 31 anos, Pedro (nome fictício) foi atraído para o cargo de agente de fiscalização de trânsito pela estabilidade do emprego público. O salário, de cerca de R$ 900,00, é ''ruim'', na opinião dele, que considera a quantida incompatível com a importância da função.
Para ele, tão importante quanto zelar pelo cumprimento da legislação é usar o bom senso no dia-a-dia. ''A gente tenta explicar para o motorista porque ele está errado. É comum a gente abonar a autuação depois de uma conversa com o infrator. Mas tem agente que não estende a conversa para evitar problemas'', revela.
Uma das autuações mais comuns é a de motoristas que não respeitam o sinal vermelho. O argumento usado com maior frequência é que o motorista teria aproveitado o sinal amarelo, o que é permitido.
''O problema é que quando avista o sinal amarelo o motorista acelera ainda mais, ao invés de parar o carro'', critica.
Pedro, no entanto, adverte que alguns agentes são mais rígidos do que outros na hora de aplicar as multas. E explica o motivo: ''Por exemplo, tem um agente que perdeu o pai atropelado por um carro que não parou no sinal vermelho. Então, esse tipo de infração ele sempre multa.'' (F.R.F.)

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