A fila de espera por uma consulta no Sistema Único de Saúde (SUS) já não assusta mais os usuários, que parecem ter se acostumado com a demora no atendimento. A dona-de-casa Maria Alves Reis, 45 anos, que veio de Jaguapitã, afirma que esperou três meses para conseguir uma consulta com um neurologista para a filha, Lidiane, 20 anos. ''Agora terei de voltar a Londrina no dia 19 de novembro para marcar o exame pedido pelo médico no mês de janeiro'', comentou.
A consulta com o médico, segundo Maria Reis, levou ''no máximo cinco minutos''. Mas ela afirma que ficou satisfeita com o serviço, e quanto à demora, considera normal. ''A gente sabe que tem muita procura, a fila é longa e com casos mais urgentes. Mas com paciência e fé em Deus a gente consegue o atendimento'', diz.
A diretora-executiva do Cismepar (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema), Marlene Zucoli, admite a existência de filas de espera mas afirma que vem buscando aumentar o número de atendimentos: ''De abril para cá elevamos a produção do Cismepar em 10%. Hoje temos uma média de 16 mil consultas/mês''.
Ela observa ainda que a ampliação de 13% da receita do Cismepar será aplicada em áreas em que as filas de espera são maiores: na gastroenterologia e cirurgias cardiovasculares. O Cismepar atende 20 municípios da região de Londrina, e trabalha com um orçamento mensal de R$ 340 mil.

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