Além do botânico Saint'Hilaire, acredita-se que pelos Campos Gerais tenha passado o monge ou profeta João de Maria, lembrado no ''Recanto do Olho D'Água'', em Ventania, próximo ao perímetro urbano e que tem sido alvo de vandalismo. Compõe-se de pequena gruta com duas minas de água e, acima, um altar para orações e velas. Há quem acredite em milagres. A rua também se denomina ''Profeta João de Maria''.
Sabe-se, historicamente, da chegada ao Brasil, por volta de 1840, do italiano João Maria de Agostini, que se identificou na Corte Imperial e passou a viver em Sorocaba (SP), donde tomou o rumo do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Teria entre 40 e 50 anos, branco de cabelos grisalhos e barba longa, olhos pardos, nariz regular. Usava uma batina e sandálias rústicas. Ficou conhecido por monge João Maria e morreu entre 1865 e 1870. Assinala-se que, em 1892, espalhara-se pelo sul do País a fama de um certo monge João Maria de Jesus, que muito procurava se identificar com o morto. Foi deste segundo monge que se começou a distribuir fotografias. Falta saber se João de Maria foi um deles ou mais um ''dublê.'' (W.S.)

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