Na contra-mão da maioria, aposentado faz doação de mudas
Contrariando a corrente dos pedidos de erradicação de árvores e da suposta falta de consciência ecológica de parte da população londrinense, o aposentado Mário Ritano, 75 anos, dá exemplo de preocupação e, principalmente, ação para preservar o meio ambiente. No quintal da casa dele, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), ele e a esposa, a dona-de-casa Maria Aldigueri Ritano, 68 anos, cultivam uma infinidade de mudas. A maioria é de árvores frutíferas, como goiaba, manga, pêssego e pitanga.
As mudas são cultivadas com um objetivo bem definido na vida do casal: plantar na pequena chácara que pretendem comprar para curtir a aposentadoria. Enquanto o negócio não se concretiza, Ritano e Maria cultivam milhares de mudas. Parte da produção foi doada para o Instituto Ambiental do Paraná. As duas mil mudas de palmito produzidas no próprio quintal terão como destino o Horto Florestal de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) e, possivelmente, chácaras da região. A iniciativa da doação partiu de uma filha do casal. A idéia era entregar as mudas para sitiantes da região mas, por falta de pretendentes, as plantas foram doadas ao órgão ambiental.
A produção de mudas faz parte da rotina do mecânico aposentado há 40 anos. Segundo ele, a manutenção do quintal repleto de plantas e árvores não é trabalhosa. ''Só dá trabalho para regar quando fica muito tempo sem chover'', declara Ritano. Ele salienta, no entanto, que as vantagens superam com folga as eventuais dificuldades. ''Com tanta variedade, é bom que temos fruta durante o ano inteiro'', comemora. E não é exagero de Ritano. Orgulhosa, Maria recita uma lista interminável: ''Aqui tem manga, carambola, jabuticaba, mandioca, café, palmito, kiwi, pitanga.'' ''Temos amor pelas plantas'', resume o casal, raro exemplo de consciência ambiental. (F.R.F.)





