Na carceragem, Santos disse que foi agredido
Osmar Vicente dos Santos não tinha lesões aparentes quando foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Paranaguá, no último dia 3 de outubro, conforme relatou o investigador Caleb Garcia. No entanto, o estivador, segundo ele, mostrava-se bastante confuso, pois afirmou ter 23 anos e não soube informar o nome da mãe e nem mesmo seu endereço.
Na carceragem da Polícia Civil, Santos ficou detido apenas três dias. Segundo Garcia, no dia 6 de outubro, o estivador passou mal e foi levado à Santa Casa de Misericórdia. Ele foi internado na UTI, mas, segundo o administrador do hospital, Gilson Araújo Acyoli, morreu três dias depois.
Para os presos que dividiam a carceragem da Polícia Civil, Osmar dos Santos teria contado que foi agredido pelos guardas portuários e por policiais federais, inclusive a coronhadas de um revólver calibre 12. ''Ele reclamava de fortes dores nas costas e no peito'', contou J.A., um dos detentos que conheceu o estivador. Segundo ele, os companheiros de cela é que tinham que ajudar Osmar a tirar a roupa e tomar banho. ''Ele chegou aqui com muita fome e não falava coisa com coisa. Tava bobo da cabeça de tanto apanhar (sic)'', disse o preso.(A.L)





