Curitiba - O motorista curitibano pode não aprovar, integralmente, mas já está acostumado com as regras para deixar seu carro em uma vaga do Estacionamento Regulamentado (EstaR). O sistema completa, em julho, 28 anos de implantação. Curitiba foi a segunda capital a instituir o serviço, depois de São Paulo.
Quando foi implantado, o EstaR abrangia 22 ruas e o controle era feito por orientadores de trânsito. Com a municipalização do trânsito, em 1997, o serviço passou a ser de responsabilidade da Diretoria de Trânsito (Diretran) de Curitiba e a fiscalização dos agentes de trânsito. Atualmente, são 104 ruas, que somam 6 mil vagas. Cerca de 200 agentes fazema fiscalização.
Para usar as vagas do EstaR é necessário ter o cartão, que custa R$ 1,00 (nos pontos de venda oficiais e diretamente com os agentes de trânsito) e é válido por uma hora. Segundo a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), em 90% das vagas, o motorista pode ficar estacionado por até duas horas. Na região da Praça Tiradentes, o prazo máximo é de uma hora. Já em alguns pontos dos bairros, o motorista pode usar até três cartões. Vencido o prazo, o veículo não poderá ficar estacionado na mesma face da quadra. Só poderá voltar ao mesmo trecho depois de duas horas.
Para facilitar o preenchimento e evitar fraudes, foi instituído, em janeiro deste ano, o cartão ''raspadinha''. A Urbs não informa o valor arrecadado com o EstaR.
O preenchimento incorreto do cartão ou qualquer infração das regras de estacionamento gera autuação. O motorista pode fazer a regularização e evitar a multa (R$ 53,20) junto aos agentes em um prazo de cinco dias corridos. O usuário paga R$ 10,00 e recebe um talão de EstaR. Em fevereiro (último dado disponível), foram emitidos cerca de 23 mil autos.

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