Marcos Zanatta
De Maringá
Mutuários do Conjunto Ipanema, em Maringá, estão preparando um abaixo-assinado contra a resistência do Banestado em negociar as dívidas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
‘‘Pagamos quase 10 anos, paramos porque os valores estão fora da realidade e ainda devemos três vezes o que a casa vale’’, diz a desempregada Iracema Mazeto, que está organizando o manifesto.
Ela compara que quando o marido morreu, em abril de 1993, recebia uma pensão de CR$ 17 mil e a prestação era de CR$ 7 mil. Hoje a pensão é de R$ 180,00, contra a prestação de R$ 330,00.
Iracema conta ainda que o saldo devedor da casa é de R$ 33 mil, mas no mercado o imóvel não vale R$ 18 mil.
Os moradores reclamam ainda que apesar do Banestado estar levando a leilão casas do conjunto, por até R$ 12 mil, não permitem a participação dos mutuários.
O abaixo-assinado pede a abertura de negociação, revisão e redução do valor da prestação, e se houver despejo a indenização das benfeitorias.
‘‘Vamos convocar as 128 famílias para assinar e cobrar uma posição do bando’’, promete Iracema. O responsável pelo setor de habitação do Banestado em Maringá, José Carlos Davina, explica que o banco segue as regras do Sistema Financeiro da Habitação. Davina diz que existe negociação, inclusive com descontos para quitação da dívida e que o mutuário não pode participar de leilão porque está inadimplente.

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