Mutuários despejados depredam casas
Vânia Moreira
De Umuarama
Despejada por não pagar as prestações da casa, a mutuária da Caixa Econômica Federal de Umuarama Maria Gessi Souza Piveta destruiu o imóvel antes de sair. Arrancou todas as portas, janelas e a cobertura da casa localizada no Conjunto Habitacional Córrego Longe. Restaram apenas as paredes. O gerente da Caixa em Umuarama Armando Cordts Filho informou que o banco vai denunciar a mutuária à Polícia e ingressar com uma ação de reparação de perdas e danos. Segundo ele, alguns mutuários têm depredado as casas tomadas pela CEF por falta de pagamento de prestações. Retiram portas, janelas e louças sanitárias. Nós vamos tomar medidas jurídicas contra todos os mutuários que fizerem isso, alertou.
Maria Gessi morava na casa há cinco anos e estava com 53 prestações atrasadas. Semana passada, a mutuária recebeu intimação da Justiça Federal determinando que desocupasse o imóvel em 10 dias. Ela mudou-se no final da semana passada para Cruzeiro do Oeste, mas nenhum vizinho soube informar seu novo endereço. Em Umuarama, estão sendo despejados 16 mutuários que não renegociaram suas dívidas com a Caixa.
O superintendente regional da Caixa em Maringá, Gilmar Marcos Falqueto, disse que a maioria dos mutuários está quitando ou renegociando as dívidas. Na maioria dos casos, é possível quitar a dívida com até 70% de desconto, informou. De acordo com Falqueto, somente este ano foram renegociados cerca de 28 mil contratos pela superintendência que abrange as regiões de Maringá, Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama.
Cerca de 500 imóveis foram retomados pelo banco e leiloados este ano. Em outro leilão marcado para setembro, a Caixa vai tentar vender mais 210 imóveis, dos quais nove em Umuarama. Segundo Falqueto, os despejos que estão sendo feitos referem-se a processos que tramitam na Justiça Federal há mais de cinco anos. Os mutuários tiveram todas as chances de se defender e renegociar o débito, disse. De acordo com o superintendente regional, a inadimplência na região varia de conjunto para conjunto. Em alguns, gira em torno de 4% a 5%. Em outros, chega a 40% dos contratos.





