O vereador Gessi Vicente da Silva (PMDB) de Itaguajé (110 km ao norte de Maringá) está preocupado com a inadimplência e a ameaça de despejo de moradores do Conjunto Habitacional 30 de Novembro, localizado na zona norte do município. Segundo Silva, grande parte dos mutuários das 50 casas do conjunto não está conseguindo colocar em dia as prestações de R$ 33,44.
O problema, segundo o vereador, começou em 1998 quando os moradores começaram a receber as chaves das casas. Na ocasião, funcionários da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) disseram que avisariam o momento de entrega dos bloquetos para pagamento das prestações. Silva lembra que meses depois, cada morador recebeu de uma só vez três parcelas. ‘‘Quando foram avisados, as prestações já estavam vencidas’’, diz o vereador.
Por causa do acúmulo das parcelas, os mutuários não conseguiram escapar da inadimplência. O vereador conta que o problema maior é que a maioria dos moradores sobrevive do corte de cana e recebe por mês cerca de R$ 200,00. ‘‘Para estas pessoas é possível pagar uma parcela, mas três ou quatro juntas, além das multas e juros, inviabiliza o pagamento’’, defende o vereador.
Segundo Silva, em abril os moradores encaminharam para a Cohapar um abaixo-assinado reclamando da situação. O vereador diz que também encaminhou ofícios para a companhia reivindicando inclusive propostas de acordo. ‘‘Um dos nossos pedidos é de aumento do prazo de financiamento de 20 para 25 anos e abertura de negociação com os mutuários’’, afirmou Silva.
A Folha tenta falar com a Cohapar há duas semanas. A gerência regional em Maringá não quis se manifestar sobre o assunto e indicou a direção em Curitiba, mas a assessoria da companhia na Capital também não respondeu às informações solicitadas.

mockup