Paulo Pegoraro
De Cascavel
Funcionários públicos e soldados do Exército estão realizando um mutirão de limpeza no Rio das Antas, que nasce no perímetro urbano de Cascavel e atravessa áreas habitadas recebendo todo tipo de poluentes residenciais, industriais e até mesmo despejos de lixo e entulhos de material de construção de outras regiões da cidade. O Rio das Antas tem sido motivo de permanente mobilização de ambientalistas.
As águas são lançadas no Rio São Francisco, no município de Toledo, uma reserva de manancial que deve ser explorada pela Sanepar para abastecimento. As águas possíveis de aproveitamento para o consumo devem ter no máximo 1000 coliformes fecais por 100 ml de líquido, mas o Rio das Antas apresenta até 40.000 x 100 ml, segundo análise feita pela Sanepar.
O tipo de análise (bacteriológica) só mede até aquele limite, por isso a contaminação pode ser ainda superior. Além de comprometer a possibilidade de aproveitamento das águas, a poluição dissemina doenças entre moradores que ocupam as margens irregularmente. Na tentativa de promover a despoluição, foi elaborado o projeto ‘‘Recuperação e Conservação do Rio das Antas’’, em cooperação entre Sanepar, prefeitura e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Agora estão sendo retirados materiais não degradáveis do rio como pneus, plásticos, vasilhames, restos de concreto e outros materiais de construção. A operação, que envolve 45 pessoas, é coordenada pela bióloga Neusa Moretti, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Segundo ela, também foram encontrados vasilhames de produtos de limpeza e de outros produtos químicos de alto risco à saúde.

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