Mutirão tenta acabar com a barriga dágua na zona leste
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de agosto de 1998
Lucilia Okamura 
Cerca de 150 pessoas de vários órgãos públicos estão trabalhando no mutirão de limpeza do Córrego Rio das Pedras, que corta bairros da zona leste de Londrina. O objetivo é tentar acabar com a alta incidência de esquistossomose (barriga dágua) na região. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (FNS), foram confirmados 65 casos da doença nos bairros.
O córrego, de cerca de 10 quilômetros de extensão, começa no Jardim Pindorama, passa pelos fundos dos jardins Ideal e Interlagos e chega até o Jardim Santa Fé. Muitas casas ficam praticamente na beira do córrego, que está poluído por dejetos, entulho e lixo jogados pelos moradores.
A limpeza está sendo realizada por servidores da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) e teve início na segunda-feira. Os funcionários estão roçando a vegetação junto ao córrego, onde ficam os caramujos hospedeiros das larvas que transmitem a doença, popularmente conhecida como barriga dágua.
Fazendo a limpeza do córrego, vai ficar mais difícil encontrar caramujo porque a água vai levar, observa o supervisor da FNS, Florisval Bernardo. Ele explica que a AMA deve percorrer mensalmente o córrego para manter o local limpo. Do total de casos de esquistossomose confirmados, 48 são do Santa Fé, nove do Marabá, cinco do Ideal e três do Interlagos.
Ontem, o pessoal envolvido no mutirão percorreu as casas mais próximas ao córrego para fazer o trabalho de conscientização. Estamos orientando os moradores a não utilizarem a água do córrego para serviços domésticos, como lavar roupas, e não jogar lixo. E também estamos pedindo para que eles não entrem na água, explica.
Também estão participando do mutirão funcionários da Sanepar, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Tiro de Guerra e secretarias municipal de Obras e Saúde.


