Maringá A Secretaria do Meio Ambiente de Maringá retirou cerca de 20 toneladas de lixo do Conjunto Borba Gato, bairro em que foi registrado na semana passada dois casos confirmados de leishmaniose e outros sete suspeitos da doença. O mutirão promovido no final de semana surpreendeu o pessoal da limpeza pública que encontrou restos de comida, garrafas, plástico, papelão e até móveis e eletrodomésticos velhos, como geladeira e fogão, jogados na orla da mata localizada ao lado do bairro.
Segundo os técnicos da secretaria, o acúmulo de sujeira e a umidade própria da mata favorecem a proliferação do mosquito Flebótomo, transmissor da leishmaniose. Mais de mil flebotomínios foram capturados no local, a grande maioria nas residências localizadas próxima da mata. Por causa desta situação, os moradores recebem orientações básicas, como destinar o lixo para a coleta pública, que passa no conjunto pelo menos três vezes por semana.
A Secretaria Municipal de Saúde registrou de 2002 até agora, 99 casos de leishmaniose, a maioria de moradores em passeios ou pescarias no Rio Ivaí. O flebótomo vive em matas tropicais, sendo mais comum em áreas ribeirinhas. No Paraná, a doença é endêmica (registro constante), principalmente em municípios próximos de rios. Os sintomas da leishmaniose são febre contínua e ferida na pele, que podem se manifestar a partir de 10 dias após a picada do mosquito.

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