Mutirão recolhe entulho em Cambé
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domingo, 30 de janeiro de 2005
Fernanda Bressan<br>Reportagem Local 
Cambé Cuidado permanente, monitoramento constante. Quando o assunto é controle da dengue, é preciso seguir o exemplo dos escoteiros e ficar sempre alerta. Nada de deixar água parada em vasos, pneus e vasilhames. A dica é antiga, mas nem sempre é seguida pela população. Para evitar um novo surto da doença, como o que aconteceu em 2003, a Secretaria Municipal de Saúde de Cambé (13 km a oeste de Londrina) realizou ontem um mutirão de limpeza na região central da cidade.
Segundo o secretário de Sa© úde, Nereu Mansano, equipes de controle da dengue constataram um aumento na infestação do mosquito Aedes Aegypti nas últimas semanas na região central e no Jardim Ana Rosa (região norte). Elas encontraram várias larvas, principalmente em vasos no interior das casas e nas armadilhas espalhadas pela cidade pela própria secretaria para facilitar o monitoramento. ''Por isso, estamos intensificando as ações para tirar objetos que possam servir de criadouro para o mosquito'', destacou Mansano.
O trabalho começou na quinta-feira, quando agentes visitaram as residências e pediram aos moradores que recolhessem objetos que pudessem acumular água. Ontem, 39 agentes passaram nas casas e 12 servidores da Secretaria de Obras recolheram os entulhos em três caminhões. Para o secretário, o excesso de chuva pode ser um agravante no combate ao Aedes aegypti. ''Assim que voltar a esquentar, as larvas podem se desenvolver. Não podemos baixar a guarda nunca'', alertou.
Mesmo tendo registrado apenas dois casos no ano passado e um este ano, todos importados de outras cidades, Mansano destacou ser ''muito difícil erradicar o mosquito''. Ele reforçou que a população precisa se precaver, tendo cuidado especial aos pratinhos que acomodam vasos de flores. Em 2003, Cambé teve 1.997 notificações da doença e 689 casos confirmados.
Durante a visita dos agentes, uma denúncia indicou que nem todos se preocupam em deixar terrenos limpos. Cícera Maria dos Santos Aguiar, moradora do bairro Atalaia, mostrou que tem o mato alto como vizinho. A casa de Cícera fica ao lado de um terreno pertencente à empresa América Latina Logística (ALL). Do muro dá para ver o mato próximo aos trilhos. ''Ontem (anteontem) tive que entrar com o facão para limpar tudo'', reclamou a moradora. Conforme ela, várias reclamações foram feitas mas até agora o problema não foi solucionado. Fora o risco de dengue, o mato atrai baratas, ratos e aranhas e serve de esconderijo para bandidos. Mansano informou que a secretaria irá notificar a empresa.
A Folha tentou contato com a ALL mas não havia expediente na empresa ontem.


