Maringá A Prefeitura de Maringá começou ontem um mutirão para podar 14,5 mil árvores na cidade e zerar uma fila de cinco mil pedidos de podas acumulados desde 2001. Para dar conta de todo trabalho, foi contratada uma empresa privada. A meta é terminar o serviço em quatro meses. O contrato com a empresa custou ao município R$ 200 mil.
De acordo com o gerente de Meio Ambiente, Advaldo Rosa de Sousa, o serviço foi terceirizado porque o município não dispõe de pessoal suficiente. Em média, segundo ele, a secretaria recebe cerca de 400 pedidos de podas por mês. Os 12 servidores municipais do setor conseguem atender no máximo 250 solicitações.
A época de maior demanda de podas é no período de chuvas porque os galhos ficam mais pesados e tendem a entortar ou quebrar. Conforme Sousa, com a contratação de uma empresa privada, a prefeitura terá condições de atender a maioria dos pedidos e os servidores municipais passarão a se dedicar exclusivamente à remoção e substituição de árvores condenadas. Atualmente, a Secretaria de Meio Ambiente replanta cerca de 350 árvores por mês, mas de acordo com um estudo técnico, mais de mil árvores estão condenadas e precisam ser substituídas em curto espaço de tempo.
A decisão de atender as solicitações e realizar o mutirão, conforme Sousa, não deve ser encarada como uma forma de liberação para que todos possam fazer os cortes que acharem convenientes. As podas só serão realizadas após um parecer técnico emitido pelo engenheiro florestal do município. Além disso, o próprio engenheiro e fiscais da secretaria estarão acompanhando o trabalho desenvolvido pela empresa para evitar cortes drásticos que venham a comprometer a árvore.
Para quem imagina que o corte das árvores foi liberado, Sousa cita a lei municipal 2.585/89 que prevê multa de até 12 mil para o responsável por danos ou mutilação das árvores plantadas em locais públicos.

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