Mutirão para destruir mercadorias apreendidas
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sexta-feira, 29 de maio de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Londrina O Mutirão Nacional de Destruição de Mercadorias, que será promovido entre 1º e 5 de junho, pretende eliminar 3,7 mil toneladas de produtos contrabandeados apreendidos durante ações de fiscalização da Receita Federal. Os itens ficam armazenados em depósitos até que seja autorizado o descarte final. Em Londrina, dois caminhões carregados com 12 toneladas de cigarros seguiram para outras cidades, onde serão incinerados. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 2,3 milhões. O destino final não é divulgado por questão de segurança.
De acordo com o analista tributário Bruno de Oliveira, que atua no depósito da Receita Federal em Londrina, um terceiro caminhão carregado com produtos apreendidos foi levado para outro Estado. "Eram detectores de radar, receptores de satélite, óculos, relógios, celulares, perfumes, medicamentos, armas de pressão e produtos para fazer tatuagem. Eram 50 mil agulhas. Cada uma valia cerca de R$ 1", comentou. Com a destruição dos itens, poucas mercadorias restaram no depósito.
O delegado adjunto do órgão em Londrina, Davi José de Oliveira, destaca que as equipes estão mobilizadas desde 20 de maio para transportar os materiais e agendar a destruição. "Na nossa região, o principal produto apreendido é o cigarro, que tem ocupado mais de 80% das apreensões destinadas a destruição. Os outros são produtos industrializados que variam em decorrência de determinadas épocas. Nós já tivemos, por exemplo, que fazer a destruição de um contêiner de cadeados, mas foi uma única vez", afirmou. Perfumes, bebidas, remédios, suplementos, roupas, calçados e acessórios também estão na lista das apreensões.
"A Receita faz o combate ao contrabando e ao descaminho. Os produtos de boa origem apreendidos por descaminho, que entram no País sem pagar impostos, são doados para entidades ou órgãos públicos ou são leiloados", explicou o delegado. Já os produtos contrabandeado, que nem sempre são falsificados ou pirateados, são descartados por não atenderem a legislação nacional. "No caso dos cigarros, por exemplo, alguns não têm nem marca. Quando há suspeita de falsificação, nós encaminhamos uma representação ao Ministério Público", explicou.
O mutirão é realizado com o apoio da Polícia Federal. Na última edição, em dezembro do ano passado, foram destruídos mais de R$ 300 milhões em mercadorias num total de 3 mil toneladas de produtos apreendidos.


