A morte de uma adolescente no 2º Distrito Policial de Foz do Iguaçu, ocorrida anteontem, deverá apressar o início de um mutirão judiciário entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a faculdade de Direito Unifoz para rever os processos penais dos distritos policiais e da Cadeia Pública da cidade.
O objetivo da medida é reduzir a superlotação. ‘‘Há muitos detentos com pena já cumprida ou em condições de pedir liberdade provisória, mas que não conseguem o benefício por falta de recursos para pagar advogado’’, afirmou o presidente do Centro Acadêmico de Direito da Unifoz, Adriano José de Oliveira.
O mutirão, ainda sem data para começar, vai reunir advogados e 36 estudantes de Direito. Com capacidade para 168 presos, a Cadeia Pública abrigava ontem 280 pessoas. O 2º DP, transformado em prisão provisória de menores infratores, tinha ontem 24 adolescentes presos. Sua capacidade é para apenas 16.
O assassinato de Regiane Pereira da Silva, de 16 anos, anteontem, foi o segundo caso de morte de menor de idade por estrangulamento em quatro meses. Em 3 de dezembro do ano passado, um rapaz de 16 que estava detido no local também foi morto.
As quatro adolescentes que dividiam a cela com Regiane e confessaram o crime poderão ser encaminhadas a um instituto de recuperação de menores infratores de Curitiba. O delegado titular do 2º DP, Claudio Teruo Kikuchi, negou ontem que policiais tivessem ouvido gritos nas celas no momento em que ocorreu o assassinato e que o crime possa ter sido facilitado por negligência da polícia. ‘‘Isso dia e noite é um berreiro constante’’, alegou.

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