A mata do Parque do Ingá, principal reserva de Maringá, vai passar por uma limpeza completa para eliminar as plantas consideradas invasoras e que prejudicam o desenvolvimento de espécies nativas. A mata, que ocupa mais de 80% dos 47,3 hectares do parque, vem sofrendo um processo de degeneração devido o crescimento de taquaras, cipós e outras espécies de trepadeiras parasitas, que matam as árvores.
A limpeza, que será iniciada ainda esta semana, faz parte do Plano de Manejo do Parque do Ingá, estudo realizado ano passado por especialistas em reservas e que pretende recuperar e manter as espécies nativas. O plano de manejo, que reuniu uma junta de engenheiros florestais e biólogos da prefeitura, Universidade Estadual de Maringá e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) - faz um diagnóstico completo sobre a mata, o solo, os mananciais e a fauna do parque.
O trabalho inclui ainda a retirada das árvores mortas, que ficam próximas às passarelas, colocando em risco a segurança dos usuários. Anteontem, uma árvore caiu na divisa do parque com uma rua, ferindo sem gravidade um pedestre. O local é utilizado por centenas de pessoas que fazem caminhada diariamente em torno da reserva.
Pelos cálculos dos técnicos, pelo menos oito árvores serão cortadas. A equipe de limpeza vai também recolher todo tipo de material que não pertence ao meio, como latas de refrigerante, embalagens de alimentos e vidro, deixados por frequentadores.
Após a limpeza, a secretaria vai iniciar o trabalho de reflorestamento do parque. Serão replantadas pelo menos 3 mil mudas de espécies nativas. Se o tempo não impedir, o plantio será realizado no dia 19 de setembro, abrindo as comemorações do Dia da Árvore. Para fazer o plantio a secretaria está organizando um mutirão de funcionários e colaboradores. Cerca de 13 espécies serão replantadas, entre as principais estão jacarandá, ipê, gurucaia, pau d’alho, cedro e peroba.

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