Mutirão de plásticas reparadoras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de maio de 2009
Carolina Gabardo Belo<BR> Equipe da Folha 
Curitiba Seis pacientes que estavam na fila de espera para cirurgias plásticas reparadoras participaram ontem de um mutirão promovido pelo Programa de Solidariedade Continental da Federação Ibero Latino-Americana de Cirurgia Plástica (Filacp). Os procedimentos foram realizados no Hospital Universitário Cajuru (HUC).
As cirurgias plásticas reparadoras são aquelas que tratam de sequelas de acidentes, tumores, queimaduras e traumas. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostra que os procedimentos reparadores são apenas 27% das 630 mil cirurgias realizadas anualmente por especialistas da organização. As mais comuns são retirada ou correção de tumores como câncer de mama (43%), acidentes urbanos (13%), queimaduras e defeitos congênitos (12%).
Em Curitiba, a fila de espera para esses procedimentos, realizados nos hospitais universitários Cajuru, Evangélico e de Clínicas, é de aproximadamente dois anos. De acordo com o chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do HUC, Rogério Bittencourt, em procedimentos simples, como cicatrizes e escaras, o tempo de espera é
menor.
Na iniciativa de ontem, os médicos dispensaram seus honorários. Além do ato solidário dos profissionais, a iniciativa resgatou a autoestima dos pacientes, que muitas vezes sofrem com o preconceito. Eles ficam meio escondidos e têm condições de melhorar.
Para o adolescente Lucas Amarildo Barbosa dos Santos, 14, a autoestima será a primeira melhora após a cirurgia reparadora. Aos oito anos, uma queimadura causada por álcool atingiu as mãos e o pescoço do menino. Como ainda era muito jovem para o procedimento, Santos ficou seis anos convivendo com as cicatrizes. Muita gente precisa, mas tem pouca condição financeira. Eu, com três filhos e sozinha, não esperava ter acesso à iniciativa, contou a mãe de Lucas, Maricleia Teixeira. Ele passou por muitos momentos difíceis.
Realizada em 24 países no total, a iniciativa atendeu ontem a 4,5 mil pacientes.


