Mutirão da ortopedia realiza 71 cirurgias em três meses
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Em três meses de funcionamento da sala cirúrgica exclusiva para ortopedia do Hospital Zona Norte (HZH) foram realizadas 71 cirurgias de média complexidade. A sala cirúrgica está atendendo os pacientes que estão na fila de espera por uma cirurgia eletiva. Os dados dos primeiros meses do projeto de ampliação do acesso a cirurgias eletivas em ortopedia foram apresentados ontem, na reunião mensal da Comissão de Seguridade Social da Câmara de Vereadores de Londrina.
A intenção era a realização de 60 cirurgias mensais para dar vazão aos 2.548 pacientes que estão na fila por um procedimento ortopédico. Mas, de acordo com diretor-executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), Luís Lino de Almeida Júnior, o consórcio está com dificuldade de localizar os pacientes para agendar os procedimentos. Desde julho, 38 pacientes não compareceram para fazer novas avaliações médicas.
Segundo o diretor executivo do Cismepar, a intenção é conseguir ampliar em 30% a 40% o volume de cirurgias nos próximos meses. A Câmara de Vereadores estuda a possibilidade de divulgar em editais públicos e jornais a lista dos pacientes para facilitar a localização que quem está na fila.
Os dados apresentados na reunião não agradaram os representante do Conselho de Direitos Humanos (CDH), que criticou o número de cirurgias realizadas. "Os números apresentados são irrisórios, insuficientes e não condizem com a realidade do números de cirurgias a serem feitas. Os dados que eles apresentaram não convencem e o CDH vai continuar cobrando e colocando nossa posição de insatisfação", afirmou a coordenadora da comissão de Saúde do CDH, Sonia Oliveira.
Para o presidente da Comissão de Seguridade Social, vereador Gustavo Richa (PHS), "os números não são os ideais, mas o importante é que hoje há um caminho e que até dois ou três anos atrás a questão da ortopedia em Londrina estava parada. Não estava tendo atendimento, a fila estava crescendo, a população exposta e o poder público não estava dando respostas."
Inicialmente, os dados mostravam que havia uma fila de espera de 539 pessoas para cirurgia eletiva. Os números foram atualizados com os pacientes do Hospital Universitário (HU) e a fila cresceu. Há pessoas aguardando uma cirurgia desde 2009, segundo levantamento do Cismepar. São pacientes dos 21 municípios da Região Metropolitana de Londrina.
"Estamos reavaliando as autorizações de internação hospitalar (AIHs) emitidas pelos residentes do HU e verificando se o paciente realmente tem indicação para cirurgia", explicou Júnior. Segundo ele, alguns pacientes, após a realização de exames, não apresentam necessidade de um procedimento cirúrgico.
O diretor também justifica que os números estão aquém da meta porque a convocação dos pacientes iniciou em agosto e as cirurgias foram realizadas em meados do mês. Em agosto, foram 21 operações e, em setembro, 39. Onze pacientes foram operados em julho, quando o projeto ainda não estava oficialmente em funcionamento.
"Queremos chegar na nossa meta, que é fazer 60 cirurgias por mês. Com essa meta vamos fazer uma limpeza muito boa nesta fila. A intenção não é fazer um mutirão e sim ter uma sala permanente, independentemente de atingirmos a nossa meta em oito ou nove meses", afirmou o diretor do Cismepar. O andamento da fila deve ganhar um reforço com o mutirão de cirurgias eletivas anunciado pelo governo do Estado.
O mutirão do Hospital Zona Norte é apenas para cirurgias de média complexidade. As de alta complexidade ainda aguardam a assinatura do convênio do Ministério da Saúde com o Hospital Evangélico.


