Mutirão da dengue avança para o centro de Cascavel
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terça-feira, 21 de abril de 1998
Paulo Pegoraro 
Mais de 150 pessoas do Exército, Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Prefeitura de Cascavel aproveitaram o feriado do Dia de Tiradentes para realizar no centro da cidade o mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O mutirão aproveitou que as pessoas estavam em casa para fazer esclarecimentos e retirar entulhos nos quais o mosquito encontre condições para proliferar.
O chefe da Funasa, Aparecido da Silva, disse que é equivocado afirmar que bairros de periferia e favelas são os locais com maior número de focos detectados. Segundo Silva, moradores de barracos dificilmente acumulam latas, garrafas e outras vasilhas que acumulam água. Eles vendem tudo, disse. No centro, prosseguiu, há mais vasos de flores e outros depósitos de água.
Em uma das áreas onde a infestação do mosquito chega a mais de um quarto dos domicílios inspecionados, recentemente a Funasa havia feito campanha de orientação para que os moradores retirassem os entulhos espontaneamente. Significa que eles (os moradores) lamentavelmente não corresponderam. Apenas um caso de dengue foi confirmado em Cascavel. A doença foi contraída por um homem que veio do Mato Grosso. Participaram do mutirão de ontem 110 trabalhadores braçais contratados pela prefeitura, 25 soldados do Exército e 22 funcionários da Funasa. O arrastão, iniciado na sexta-feira prosseguirá até o final da semana. No sábado e no domingo 50 caminhões da prefeitura serão utilizados para retirar entulhos, em trabalho que terá a participação de associações de moradores.
Amanhã, diretores e professores de escolas públicas e particulares participam de reunião na prefeitura, onde receberão orientações que deverão ser transmitidas para os alunos. O objetivo é que os estudantes repassem as orientações para os familiares. Os educadores receberão folhetos explicativos e sacos plásticos para serem repassados aos escolares.


