Mutirão contra a raiva na Zona Sul
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Micaela Orikasa<br>Reportagem local 
De casa em casa, oito agentes da Vigilância Epidemiológica de Londrina percorreram o Jardim Mediterâneo, na Zona Sul, alertando a população sobre o vírus da raiva. A ação foi iniciada porque um morcego infectado foi encontrado morto em um quintal, na semana passada.
A visitas pelo bairro começaram ontem pela manhã e devem se estender por mais alguns dias, pois segundo a diretora de Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde, Denise Nunes, muitas famílias estão ausentes neste período.
''A raiva é uma doença grave. Por isso, quando surge um caso, realizamos um bloqueio de foco, pois sabemos que os morcegos estão nessa região e podem morder os animais das casas. Caso isso aconteça, os donos também poderão ser contaminados'', afirma.
A ação está sendo realizada em um raio de 500 metros da casa onde o morcego foi morto e consiste na distribuição de folders, orientações e também na verificação se os animais das residências foram vacinados ou não contra a raiva.
O animal com raiva pode ficar mais agressivo, inquieto, de boca aberta e babando. Além disso, pode apresentar modificações no latido, perda de apetite, rouquidão e paralisia dos membros anteriores e posteriores.
Se contaminados, eles podem transmitir o vírus pela mordida, pois a saliva pode penetrar pelo local da mordedura, por arranhões e pela lambedura. Vale ressaltar que na Zona Rural os morcegos hematófagos (que sugam animais) também podem transmitir a raiva ao homem.
''Por isso, estamos fazendo um alerta e recomendando a todas as pessoas que tiveram contato direto ou indireto com um morcego, que também tomem a vacina'', diz. De acordo com Denise, o último caso de morcego com o vírus da raiva havia sido registrado em outubro de 2010. ''Com o desmatamento, é comum eles migrarem para os centros urbanos em busca de abrigo'', comenta.


