Mutirão contra a dengue segue até sexta
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segunda-feira, 26 de maio de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina Funcionários da Secretaria de Saúde de Londrina e integrantes do Tiro de Guerra, da Guarda Municipal e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deram início ao mutirão de combate a dengue ontem de manhã. Os participantes se concentraram em frente as unidades básicas de saúde e seguiram pelos bairros em todas as regiões de Londrina.
O maior ponto de concentração da zona leste foi em frente à UBS do Conjunto Armindo Guazzi, onde cerca de 100 pessoas auxiliaram nos trabalhos. Após as orientações rápidas e a distribuição de luvas e sacos plásticos, os grupos seguiram em direção aos imóveis e se dividiram para vistoriar casas e estabelecimentos comerciais.
Várias residências estavam fechadas durante a manhã e os integrantes do mutirão não realizaram o "ingresso forçado", medida autorizada por meio do decreto de emergência publicado na última semana, por causa do grande risco de epidemia na cidade.
Grande parte dos moradores que estava em casa recebeu as equipes com tranquilidade. A dona de casa Emília Pereira de Souza foi elogiada pelos participantes do mutirão. Nenhum foco de dengue foi encontrado no quintal. "Em sempre cuido das minhas plantas. Cuidando do quintal, a gente cuida da gente para não pegar a doença", disse empolgada.
Dezenas de garrafas e sacolas plásticas deixadas em terrenos baldios foram recolhidas pelos participantes do mutirão. Mais de 20 caminhões serão utilizados para levar os materiais até a Central de Tratamento de Resíduos (CTR). Para o integrante do Tiro de Guerra, Jonathan Felipe Luzia, o trabalho é importante no combate a doença. "Minha prima já teve dengue e a gente espera ajudar a combater o mosquito", disse.
Adaptação
A preocupação com a epidemia continua mesmo com a queda nas temperaturas. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da secretaria, Mara Alice Zanetti, há casos da doença em que a transmissão pelo mosquito Aedes aegypti ocorreu em Curitiba, o que deixa a Secretaria de Saúde do Estado em alerta. "Uma pessoa adquiriu a doença na capital que, geralmente, tem temperaturas mais amenas. O frio inibe o desenvolvimento da larva, mas o mosquito tem se adaptado a climas diferentes", destacou.
Mara Alice explicou que a larva do mosquito se desenvolve em sete dias, mas o ovo do Aedes Aegypti pode permanecer em local seco por mais de 400 dias, o que reforça a necessidade de um mutirão de combate à doença.
Quem já teve dengue sabe da importância do combate ao mosquito transmissor. A dona de casa Ivanilda Xavier conviveu com os sintomas. Ela representa um dos 879 casos confirmados em Londrina do início de janeiro até a última sexta-feira. Ivanilda foi infectada pelo vírus no começo do ano e não gosta nem de lembrar dos sintomas. "Comecei a sentir dor no corpo, dor nos olhos, não conseguia ficar em pé... Deus me livre!", relatou.
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