Mutação de genes é a causa do albinismo
Curitiba - Albinismo é a definição de diversas doenças com a característica em comum de ser congênita (adquirida antes do nascimento) e hipopigmentar (perda da cor da pele). Isso ocorre devido a mutações de genes que regulam vários processos, provocando alterações de cor na pele, cabelo e olhos. O processo pode ser completo ou parcial.
Segundo o dermatologista Aguinaldo Bonalumi, o albinismo pode ocorrer em todas as raças. Entretanto, existem várias formas diferentes da doença e alguns tipos são mais frequentes em regiões específicas. O albinismo oculocutâneo tipo 2, por exemplo, é mais comum em africanos, e o tipo 4 é encontrado com mais facilidade no Japão. Uma síndrome associada ao albinismo, chamada Hermansky-Pudlak, é considerada rara, mas em Porto Rico a incidência é de um caso para cada 1,8 mil pessoas.
De acordo com o profissional, a orientação terapêutica primordial ao albino é evitar ao máximo a exposição solar, inclusive com mudanças de hábitos, como optar por um emprego noturno. ''É necessário fazer uso de bloqueador solar, chapéu, roupas de manga comprida e óculos escuros, para evitar catarata precoce e câncer cutâneo (pele). Os albinos devem ser avaliados pelo dermatologista e oftalmologista para exames anuais durante toda a vida'', explica Bonalumi.
Além de queimaduras na pele e até câncer, algumas formas de albinismo também podem apresentar alteração hepática e hematológica (hemorragias), surdez e deficiência imunológica.
Filhos de casais albinos também apresentam a alteração genética. Mas se apenas um dos pais possui a doença, o filho não será obrigatoriamente albino. Existe um exame genético pré-natal para identificar o albinismo. (D.C.)





