Músicos da Banda serão contratados
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terça-feira, 29 de junho de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Os 30 músicos da Banda Municipal de Londrina respiram um pouco mais aliviados desde ontem. O motivo é aprovação em segunda e última votação de um projeto de lei do Executivo, ontem, na Câmara de Vereadores, que autoriza créditos adicional especial de R$ 5 mil e suplementar de até R$ 215 mil à Secretaria Municipal de Cultura para a compra de instrumentos e contratação dos integrantes.
A verba, cuja liberação depende ainda de sanção do prefeito Nedson Micheleti (PT), será administrada junto à banda via Fundação Cultural e Artística de Londrina (Funcart), a qual gastará, do total, pouco mais de R$ 13,8 mil só com o pagamento de salários.
O alívio vem do fato de vencer hoje o acordo feito em 2001 entre a Prefeitura de Londrina e o Ministério Público (MP), que estabeleceu prazo para a regularização da situação dos músicos, contratados como integrantes da Frente de Trabalho. Segundo o coordenador da Incubadora de Projetos Culturais da secretaria, André Galvão de França, todos os 30 profissionais serão contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ganharão uniformes e instrumentos novos, bem como um local mais adequado para os ensaios uma sala na Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
''Esse projeto viabilizará as ações da banda nos 70 anos de Londrina, além de regularizar a situação de músicos que, em alguns casos, estão há quatro décadas no grupo'', destacou.
No ano em que a banda completa 55 anos, a notícia não poderia ter sido melhor para Edson Soares, 36, percussionista há 14 deles. ''Todos nós estávamos inseguros com a possibilidade de demissão. Agora, até instrumento e local de ensaio decente a gente vai ter'', desabafou, contando que atualmente a banda ensaia em uma sala do Ginásio de Esportes Moringão.
Conforme o percussionista, a maioria dos 25 músicos utiliza instrumento próprio. ''A banda faz parte do patrimônio histórico de Londrina, já era hora de ficar em situação um pouco menos angustiante'', avaliou Soares.


