Há 22 dias o músico Roberto Antonio de Oliveira, de Londrina, se alimenta só de líquidos. Recém-operado, ele começa agora a sentir os resultados da cirurgia de redução do estômago, pela qual esperou três anos.
Na preparação para o procedimento cirúrgico, quando Oliveira passou uma semana internado no HU, ele perdeu seis dos 162 quilos que pesava. Hoje, mais de duas semanas após a operação, ele já está com 147 quilos e sua meta é perder metade do peso que tinha. ''Se chegar entre 90 e 85 quilos estarei contente.''
O músico contou que resolveu fazer a cirurgia para contornar, entre outros problemas de saúde, a hipertensão, o começo de diabetes e a locomoção. ''Tenho problemas na sola dos pés que me impedem de permanecer em pé por muito tempo'', disse.
A participação nos grupos de psicologia na cirurgia da obesidade do HU deu-lhe a coragem necessária para enfrentar o bisturi, assinalou. ''A conversa com quem já operou ajuda muito a tirar as dúvidas, principalmente sobre o procedimento em si, o tempo no hospital, a recuperação.''
Segundo Oliveira, seu processo de recuperação foi tranquilo. O maior problema tem sido a sensação de fraqueza, já que se alimenta somente de líquidos, mesmo que a cada duas horas. ''Sinto um pouco de enjôo e não tenho vontade dos alimentos nem sinto tanta fome'', descreveu.
Aos 35 anos, ele recordou que a luta contra a balança iniciou depois dos 15 anos, quando sofreu um acidente. Por ter ficado muito tempo parado, recuperando-se, começou a engordar. Também foi na adolescência que Oliveira experimentou anfetamina como alternativa para emagrecer, mas a resposta foi contrária. ''Sofria o efeito sanfona'', afirmou o músico que adora frutas e verduras. ''Meu problema maior foi ter comido sempre em grandes quantidades, especialmente carboidratos.'' (M.G.)

mockup