Da Sucursal

Albari RosaOliveira, acusado de matar a mulher em 1992: jurados quebraram isolamentoO julgamento do músico Pedro Augusto de Oliveira, acusado de matar a sua mulher Terezinha Gomes Lima de Oliveira, com um tiro em abril de 1992, foi suspenso à 1 hora da madrugada desta sexta-feira sob a suspeita de quebra da incomunicabilide dos jurados. O conselho de sentença foi dissolvido e uma nova data deverá ser marcada.
A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba iniciou na tarde de quinta-feira o julgamento do músico, acusado de ter matado sua mulher, Terezinha, funcionária da Receita Federal. A pena mínima prevista é de seis anos. Como é réu primário, Oliveira poderá cumprir a pena em regime semi-aberto.
O julgamento foi considerado difícil pelos advogados, porque ninguém viu o crime. Oito testemunhas foram ouvidas. O caso ocorreu em 11 de abril de 1992. Conforme consta no processo, o relacionamento entre o casal era conturbado em decorrência da diferença de idade entre os dois. Terezinha era 20 anos mais velha que o marido. Segundo o processo, Oliveira espancava a mulher com frequência e era sustentado por ela. Terezinha teria sido morta por querer abandoná-lo.
Eles eram casados havia cinco anos e não tinham filhos. Terezinha era funcionária graduada da Receita Federal e chegou a ocupar o cargo de superintendente no Paraná. Na madrugada do dia 11 de abril de 1992, Terezinha teria ido buscar o marido na boate Sorriso, em frente à Rodoferroviária de Curitiba. Eles teriam discutido, ela foi para o carro e o tiro foi disparado. Segundo a acusação, Oliveira teria dado o tiro na mulher.
Oliveira nega que tenha matado Terezinha. A defesa sustentou a tese de que houve suicídio. No processo consta que ninguém viu o crime. Um porteiro que estava próximo ao local teria dito que Oliveira estava fora do carro quando o tiro foi disparado. O porteiro não foi encontrado para testemunhar no julgamento.

mockup