Londrina - Jovens em situação de vulnerabilidade social se não forem bem orientados e educados podem não ter uma boa perspectiva de futuro. Uma iniciativa da Associação Solidariedade Sempre, em Londrina, tem ajudado várias crianças e adolescentes com esse perfil e proporcionado uma educação de qualidade por intermédio da música. Eles integram a Orquestra de Câmara Solidariedade Sempre, formada na associação, que realizará uma apresentação na segunda-feira, dia 14, às 16 horas, no Royal Plaza Shopping.
São pessoas como o saxofonista Felipe Soares Luiz, de 13 anos, morador do Jardim Vicente Palloti (zona leste). Aluno do Colégio Estadual Olympia Morais Tormenta, ele relata que acorda diariamente às 6h30 para ir ao colégio e depois segue direto para a associação para as aulas de música, onde fica a tarde inteira. Ele utiliza instrumentos emprestados pela associação, além de receber graciosamente as partituras, os cursos e também o vale-transporte e duas refeições ao dia, que podem ser café da manhã e almoço para a turma matutina ou almoço e café da tarde para a turma vespertina.
Fã de Kenny G., Luiz destacou que se surgir uma oportunidade para atuar profissionalmente como músico, ele quer agarrar, mas também manifestou o desejo de ser psicólogo. "Acho legal conversar com as pessoas", destacou. Talvez isso seja o reflexo das sessões individuais com os terapeutas da associação. A entidade, além das aulas com diversos instrumentos, de solfejo, de teoria musical e de canto coral, também proporciona cursos de dinâmicas de grupo e sessões individuais com psicólogos, aliados a atividades lúdicas ministradas por pedagogos.
Segundo a assistente social da Solidariedade Sempre, Ellen Priscila Marques Figueiredo, a associação surgiu no Jardim Marabá (zona leste) em 2003 e atendia apenas cinco crianças. "Desde 2009 a associação decidiu abrir o projeto para a cidade inteira, desde que atenda os critérios de vulnerabilidade social", explicou. São exigidos uma renda per capita de até 30% do salário mínimo, a matrícula do aluno em uma escola pública e que elas ingressem no projeto com a idade variando entre 10 e 12 anos. "Esses alunos ficam até os 16 anos com a gente", explicou.
O violinista da Orquestra Sinfônica da UEL, Flávio Costa, é o maestro da Orquestra Solidariedade Sempre. Ele conta que está na entidade há dez anos e que a experiência é recompensadora. "É muito gratificante dar aulas para essas crianças", declarou.

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