Música e palhaços abrem campanha de vacinação
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sábado, 20 de agosto de 2005
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Banda de música, palhaços, pirulitos e o simpático Zé Gotinha fizeram a alegria das crianças na abertura da segunda etapa da campanha de vacinação contra a poliomelite, ontem, na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Cabo Frio (Zona Norte). Durante todo o dia, crianças de zero a quatro anos receberam a vacina em 40 UBS da zona urbana, 13 da área rural e 77 postos volantes espalhados pela cidade.
A meta é vacinar 38.458 crianças em Londrina. Na primeira etapa, realizada em julho, 88% deste público foi atingido. Organismos de saúde, no entanto, recomendam imunizar pelo menos 95% das crianças da faixa etária abrangida. ''A baixa vacinação pode provocar a reintrodução do vírus, que já está erradicado das Américas'', explicou a enfermeira Sandra Caldeira, coordenadora da campanha.
Para enfatizar a importância de imunizar todas as crianças, ela lembrou que oito países da África e da Ásia enfrentaram novos casos da doença mesmo após a eliminação do agente causador. No Brasil, os últimos casos de paralisia infantil foram registrados em 1989 no Rio Grande do Norte e na Paraíba. As Américas receberam da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de erradicação da transmissão do vírus selvagem em 1994.
A realização da campanha em duas etapas visa garantir a implantação dos três tipos de vírus da poliomelite nas crianças. Os sintomas da doença são febre, mal-estar e paralisia dos membros inferiores. A paralisia infantil não tem cura e pode levar à morte porque é capaz de causar paralisia respiratória. O contágio é feito por meio de gotículas de saliva ou fezes contaminadas.
O pequeno João Vítor, de 2 anos, acordou cedo, ontem, para cumprir seu compromisso com o Zé Gotinha. Ele foi vacinado logo pela manhã, na UBS do Jardim Cabo Frio, e aproveitou as atrações da cerimônia de abertura para brincar. A mãe do garoto, Gislaine Martinoti da Silva, faz questão de levar o filho pessoalmente em todas as campanhas. ''É gratuito e previne doenças. Não tem motivo para não vacinar'', disse.
Darlene Camargo, 37, também levou a filha Alaina, de 2 anos, para tomar as gotinhas logo pela manhã. ''Acho muito importante. Mesmo quando morava longe, não deixava de levar meus filhos mais velhos'', revelou. Para ela, a presença de pontos de vacinação em vários locais facilita a imunização das crianças. ''É bem melhor para as mães'', constatou.


