Leandro TaquesApertadoCom 197.100 peças, a maioria achados arqueológicos, o museu torce para se mudar para o MemorialA história do Museu Paranaense é cheia de idas e vindas. A instituição já mudou de sede seis vezes desde 1876, quando foi fundada para contar a história do Estado. Desde 1974, ela está no prédio da antiga Prefeitura de Curitiba, na Praça Generoso Marques. O edifício, de quatro pavimentos, não é apropriado para guardar todo o acervo. O espaço é pequeno para abrigar as exposições e as paredes são tomadas de janelas que impossibilitam a colocação de quadros históricos.
‘‘Não é um prédio concebido para ser museu. O espaço é pequeno para abrigar exposições’’, confirma o diretor do Museu Paranaense, Jaime Cardoso. O administrador diz que não existem equipamentos para fazer a limpeza, que segundo ele, é superficial. O trabalho consiste em tirar o pó dos objetos e manter os ambientes sempre ventilados. ‘‘Se sairmos daqui, temos que ir para instalações melhores e definitivas’’, diz.
O acervo do museu conta com 197.100 peças. A maior parte - cerca de 138 mil - é de peças de arqueologia. A biblioteca tem 25 mil livros.
Jaime Cardoso revela que a Prefeitura tem ‘‘um projeto antigo’’ para reaver o prédio e transferir o museu para o Memorial de Curitiba. Além da dificuldade de espaço, o museu começa a sofrer com a ação do tempo. A fachada precisa ser restaurada. Pelo menos uma coluna que ornamenta a frente do prédio está deteriorada e o concreto já ruiu, deixando à mostra os ferros da estrutura. A coluna, no entanto, é apenas ornamentação da fachada e, segundo Cardoso, não há qualquer risco para a estrutura do prédio. O prédio da antiga Prefeitura é tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional e foi inaugurado em 1916. A municipalidade o ocupou até 1969, quando se transferiu para o Centro Cívico.
‘‘O museu tinha que voltar a ser o centro de pesquisas nas áreas de fauna, flora e paleontologia’’, sugere a arqueóloga do museu, Cláudia Inês Parellada. Faltam pesquisadores e mais espaço. A sala dedicada para separar pedras e fósseis que relatam a história das antigas povoações indígenas do território parananese não comporta mais novas peças. No entanto, a arqueóloga afirma que o setor vive sua melhor fase, em vista dos convênios firmados com empresas para explorar as atividades dos antigos nativos que habitaram o Estado. (D.V.)

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