Curitiba – Quem visitar a exposição itinerante do Museu do Coração, no Salão de Eventos do Museu Oscar Nieymeyer, terá a chance de conhecer a história da cardiologia no Brasil e no mundo; mas também receber uma aula rápida e eficaz de como manter a saúde coronária. Diversas curiosidades técnicas e lúdicas foram integradas de forma didática. A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que realiza o 63º Congresso da entidade na capital paranaense.
  A exposição intitulada ‘‘O que os olhos veêm, o coração sente’’ é uma tentativa de reduzir as 300 mil mortes que o Brasil registra a cada ano por causa de doenças cardiovasculares, a principal responsável por óbitos do País. Os painéis coloridos e chamativos espalhados por todo o local apresentam dicas de alimentação saudável, benefícios da atividade física e como cuidar com carinho do principal músculo do corpo humano. Entre as informações, dados chocantes como ‘‘após um ano sem fumar, o risco de ataque cardíaco cai pela metade’’ ou ‘‘fumar aumenta em 300% o risco de um ataque’’.
  Entre as curiosidades, instrumentos antigos que salvaram vidas e fazem parte da evolução científica da Medicina, como a réplica do primeiro estetoscópio (aparelho para ouvir os batimentos cardíacos); os aparelhos de circulação extracorpórea feitos para bombear o sangue durante os primeiros transplantes cardíacos; os esfigmomanômetros (para medir a pressão arterial na perna do paciente) e o marcapasso dos anos 50. O aparelho redondo antigo tinha 6 cm de diâmetro por 3 cm de altura. Os atuais são menores com 2 cm de diâmetro por 0,5 cm de altura.
  O cardiologista argentino Constantino Constantini, curitibano por afinidade, é um dos colaboradores da mostra. Em 1979, o médico foi o cirurgião da primeira angioplastia na América do Sul, realizada em Curitiba. Para ele o museu é uma excelente forma de comunicação com o público. ‘‘A falta de prevenção é que mata as pessoas e isso deveria ser feito desde criança’’, recomenda. Constantini aparece em uma linha do tempo com outros especialistas renomados, como o Nobel de Medicina de 1924, o médico Willen Einthoven, o inventor do eletrocardiograma.
  As crianças ainda podem se divertir com uma maquete do coração humano e conhecer as diferenças de peso do órgão entre diversos animais. Computadores com músicas referentes ao coração foram instalados para que o visitante crie uma atmosfera mais sensitiva ao assunto. A mostra conta também com uma obra de arte do pintor brasileiro Di Cavalcanti. O quadro ‘‘Sagrado Coração’’ foi cedido pela colecionadora. A exposição estará aberta até o próximo dia 10 e depois ficará permanente na sede da Sociedade Brasileira de Cardiologia, no Rio de Janeiro.

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