Museu Histórico de Londrina recebe ação em apoio ao Museu Nacional
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sábado, 08 de setembro de 2018
Lais Taine<br>Reportagem Local 
Em apoio ao Museu Nacional, destruído por incêndio no último domingo (2), o Museu Histórico de Londrina recebeu na manhã deste sábado (8) a ação "Vem para o museu que ele é seu". A intenção foi promover a conscientização com relação às políticas públicas aos museus. O evento contou com conversas entre mobilizadores e apresentação cultural.
Em discurso, a diretora acadêmica do Museu Histórico de Londrina, Regina Célia Alegro, mencionou que a tragédia no Rio de Janeiro traz a preocupação em torno da estrutura dos espaços e comparou o incêndio com a falta de funcionários, que de acordo com ela, também pode destruir o acervo. "Nós estamos comovidos com o Museu Nacional, o fogo nos chama atenção, mas é importante lembrar que há outras formas de destruir o acervo, que é a carência do quadro de funcionários", afirmou.
De acordo com a diretora, desde 2012, seis servidores aposentaram e até agora nenhuma reposição foi feita. "Precisamos de pelo menos três funcionários, pois os trabalhos nos setores de imagem e som; laboratório fotográfico e de documentação não têm mais quem faça. Nós corremos um risco sim, menos pela conservação do prédio, o principal perigo está na falta de servidores", defendeu.
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No último ano, o Museu Histórico de Londrina teve aproximadamente 50 mil visitantes, segundo a diretora. O número representa 8,9% do total da população da cidade. "Em comparação ao Museu Nacional, que teve 192 mil (visitas), nós temos um número considerável. Aqui há uma relação de afeto entre a população e o museu, mas claro, nós temos muito ainda que trabalhar para que a maior parte da população tenha acesso", afirmou.
Um dos representantes da Asam (Associação dos Amigos do Museu), Rafael Matter, falou da importância da valorização da história. "A intenção é justamente aproveitar o acontecimento do Rio de Janeiro e focar atenção para o nosso. Várias pessoas moram aqui, nasceram aqui, e nunca vieram, mas o museu é nosso, se não tiver público, o museu fecha", destacou. Matter afirmou que são vários eventos durante o ano e que no próximo dia 18 haverá programação especial para comemoração ao Dia do Museu.
A ação foi encerrada com a apresentação do Coral do Instituto José Gonzaga Vieira Musiarte Roberto Panico. Além da UEL (Universidade Estadual de Londrina), a realização foi do Museu Histórico de Londrina, Asam (Associação dos Amigos do Museu Histórico), Instituto José Gonzaga Vieira e a Sociedade Cultural Pequena Londres.
VISITANTES
As primas Bruna Monteiro, 20, e Tamires Soares, 20, aproveitaram a manhã para uma visitação. A primeira, estudante de história, tem o costume de ir até o local. "Aqui eu procuro identidade, nossa família é daqui, então tem um pouco da nossa história", contou Monteiro.
A prima, estudante de publicidade, recordou ter visitado o prédio apenas quando era muito criança e que essa nova incursão foi como uma primeira experiência. "Eu era muito novinha, então hoje eu percebi como é de fato. É incrível, aqui temos contato com coisas que até já ouvimos falar, mas temos novas versões e novos jeitos de ver", apontou Soares, que disse ter gostado de conhecer a coleção de câmeras, televisores e máquinas de escrever.

Lourdes Joseli Precoma, 50, é de Cambé e falou que apesar de já conhecê-lo, o local nunca perde o encantamento. "A gente revive a história porque quem teve essa experiência, que trabalhou no sítio, volta ao passado. A gente viveu isso. Agora quero trazer meus netos", mencionou encantada. O acompanhante, José Aparecido Siqueira, 54, estava em sua primeira experiência. "Estou gostando muito, vale à pena. Eu nunca havia entrado em uma locomotiva, hoje foi a primeira vez", sorriu.

Uma família do interior de São Paulo aproveitou a visita à casa de familiares da região no feriado para conhecer um pouco da cidade. De Ribeirão Pires, afirmou ter percebido mais aproximação com o Museu Histórico de Londrina. "Meus familiares são todos daqui, meu avô falava muito de Londrina e é legal ter esse contato, tem a ver com as nossas origens", apontou Rafael Toledo, 35. O visitante trouxe a esposa, Rafaela Toledo, 34, e os filhos Pedro, 9, e Davi, 5, para conhecerem o acervo e terem um dia divertido.

SERVIÇO
O Museu Histórico de Londrina fica aberto de terça-feira à domingo, das 9h às 17h, e a entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (43) 3324-4641.


