Da Sucursal

Marcelo AlmeidaPoeiraFachada principal da antiga Estação Ferroviária em Curitiba, onde está instalado o Museu Ferroviário: quatro anos fechadoRéplicas de uma Maria Fumaça inglesa, sinos, relógios de estação e uma valiosa biblioteca com registros históricos. Esses e outros objetos, que fazem parte do acervo do Museu Ferroviário de Curitiba, vão voltar a ser expostos ao público. O museu, fechado há cerca de quatro anos por falta de condições operacionais, deve ser reaberto com a inauguração do Estação Plaza Show (prevista para o dia 18 de setembro), considerado entre os mais completos centros de lazer do Brasil.
Atualmente, as 2.548 peças do acervo estão encaixotadas no Escritório Regional da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em Curitiba. Os objetos também incluem mobiliário antigo, lanternas, peças avulsas de maquinários e publicações diversas de várias épocas.
Com a privatização da rede, a restauração e a manutenção do museu ficaram sob a responsabilidade da Casamoro S/A, que venceu a concorrência para explorar o terreno de 33 mil metros quadrados que servia como pátio de manobras da rede. A concessão é válida por 20 anos, prorrogáveis por mais 20.
A restauração do prédio que abrigava o museu, localizado na Praça Eufrásio Correia, vai manter as características originais da construção. O projeto é do arquiteto Humberto Fogassa e tem a supervisão de técnicos do Patrimônio Histórico da rede.
‘‘A intervenção na obra está sendo bastante criteriosa. Vamos refazer algumas estruturas que foram destruídas e retirar elementos que descaracterizam o prédio’’, explica o arquiteto. O museu também vai ganhar recursos de iluminação interna e externa para valorizar a beleza arquitetônica da obra.
O prédio foi construído no início do século, em estilo neoclássico, e abrigava a antiga estação ferroviária da rede. No local também funcionou a primeira estação ferroviária de Curitiba, em 1893. A área é de 4,8 mil metros quadrados.
A reforma interna do prédio ainda não começou. As condições são precárias, com paredes rachadas, madeirame comprometido e vidros quebrados. O acervo do museu foi retirado em fevereiro do ano passado. Segundo o chefe do Escritório Regional da Rede Ferroviária Federal, Paulo Sidnei Carreiro Ferraz, algumas peças sobressalentes (como sinos e relógios de estação) vão ser repassadas a museus no interior do Estado.

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