Curitiba - Cerca de 500 peças, entre vidros com medicamentos psicotrópicos, objetos usados para o consumo de entorpecentes, amostras de diferentes tipos de drogas e até fetos de mães que abortaram por causa do uso de drogas fazem parte do acervo de um museu, inaugurado ontem pela Divisão de Narcóticos (Dinarc), da Polícia Civil do Paraná.
O Museu Elias Abrahão - em homenagem ao pastor, professor e ex-secretário de Educação do Paraná - tem o objetivo de advertir crianças e adultos sobre os males do consumo de drogas lícitas e ilícitas. O local permanecerá aberto para toda a população, mas a expectativa é que seu maior público seja formado por estudantes, cujas escolas poderão agendar visitas.
Segundo a psicóloga Maria Cristina Venâncio, coordenadora do Centro de Antitóxico de Prevenção e Educação (Cape) da Dinarc, órgão responsável pelo museu, as visitas serão feitas sempre com o acompanhamento de profissionais, o que é essencial para a educação e conscientização da população.
O museu, para ela, vem reforçar o trabalho já realizado pelo Cape. O Centro atua no apoio a usuários, familiares e amigos de pessoas que se envolveram com drogas, mesmo que não tenham passagem pela polícia. Nos últimos três meses, o centro atendeu 44 dependentes e recebe, por dia, umas três famílias à procura de orientação.

Serviço - O Museu fica na sede da Dinarc, à Rua José Loureiro, 376, Centro de Curitiba. O agendamento de visitas pode ser feito pelos fones (41) 3232-8367 e (41) 3232-2734.

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