Marcos NegriniPassadoExposição
do Museu
Histórico
de Apucarana
mostra
documentos
e fotos de
Maringá,
ainda um
patrimônio,
na época da
colonizaçãoO Museu Histórico de Apucarana abriu ontem uma exposição sobre a pré-colonização de Maringá, em homenagem aos 50 anos que o município está completando. Os documentos, cartas, catálogos e mapas são do período de 1943 a 1947, ano de fundação de Maringá, que ainda era um patrimônio pertencente a Apucarana.
Na época, explica o professor Niger Marena, coordenador do museu, as decisões sobre a colonização de Maringá eram tomadas a partir de Apucarana.
Ele calcula que o ‘‘patrimônio’’ tinha cerca de 100 habitantes e era menor até que Marialva, onde moravam mais de 500 pessoas. Alguns documentos, datados da década de 30, mostram os projetos de colonização de toda a região Norte do Estado.
Um mapa da Companhia de Terras Norte do Paraná, de 1937, detalha o projeto de ocupação de áreas urbanas e rurais das bacias dos rios Bom e Pirapó. ‘‘São documentos inéditos, que foram recolhidos de prefeituras e colonizadores’’, garante Marena.
Os jornais da época, todos da década de 40, eram editados em Apucarana, mas traziam notícias sobre fatos ocorridos em Maringá.
ColonizaçãoA exposição tem ainda fotos e livros mostrando o avanço da colonização na área aberta pela companhia e uma lista telefônica de 1955, uma das primeiras editadas na região.
O professor Marena diz que em 21 anos de existência do museu, é a primeira vez que documentos de importância histórica saem de Apucarana para uma exposição.
A mostra fica aberta até amanhã, na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem no Transporte (Senat), na PR-317, saída para Campo Mourão. ‘‘Optamos pela sala do Senat porque o local fica próximo do Maringá Velho, onde começou a cidade, e também porque é um ponto procurado por viajantes de todo país’’, explica. A exposição pode ser visitada das 8 às 20 horas.

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