Mário CésarEm obrasOperário trabalha no calçamento do Museu: reforma iniciada em janeiro de 97 depende de recursos da Secretaria de CulturaA diretora do Museu Histórico de Londrina, Conceição Duarte Geraldo, e conselheiros da Sociedade Amigos do Museu (SAM) têm audiência na tarde de hoje com a secretária de Cultura do Paraná, Lúcia Camargo.
A expectativa é que a secretária, que está na Cidade acompanhada da vice-governadora Emília Belinati (PTB), libere recursos de aproximadamente R$ 35 mil, que estão sendo negociados com a Secretaria de Cultura há vários meses e destinam-se à fase conclusiva das obras de reforma, que estão em andamento desde janeiro de 97.
Os recursos da Secretaria de Cultura serão empregados na compra de materiais e confecção de mobiliário - vitrines, painéis e tablados - a serem utilizados nas salas de objetos e exposição permanente do Museu Histórico Padre Carlos Weiss, que existe há 27 anos e há 11 anos funciona no prédio da antiga estação ferroviária da Cidade. O prédio - que é uma réplica da ferroviária de Londres (capital da Inglaterra) - foi construído há meio século, e passa por uma reforma financiada por doações de pessoas e empresas.
A reforma, na qual trabalham cerca de 30 homens, é completa e envolve as partes externa - pátio, varandas, jardins e estacionamento - e interna do prédio, com especial atenção para o telhado, instalações elétrica e hidráulica, e forração de gesso no teto para maior proteção ao acervo do museu.
Nestes 13 primeiros meses de reforma já foram investidos mais de R$ 350 mil, notadamente na compra de materiais de construção.
O dinheiro veio da doação de aproximadamente 200 pessoas e famílias londrinenses ligadas à história dos pioneiros da Cidade. Eles fazem parte da Sociedade Amigos do Museu, que tem como objetivo principal a preservação da história de Londrina.
Entre as empresas que fizeram doações, destacam-se a Sercomtel S/A Telecomunicações e a Tintas Ipiranga, que garantirá todo o material a ser utilizado na pintura do prédio inteiro, assim que a parte da construção estiver terminada. A Prefeitura colabora cedendo os funcionários que realizam as obras. A Universidade Estadual de Londrina (UEL), à qual pertence o Museu Histórico de Londrina, entrou com a mão-de-obra especializada nas áreas elétrica, de marcenaria e carpintaria.
‘‘Falta a colaboração do Governo do Estado, para que possamos terminar nos próximos meses esta reforma tão importante’’, ressalta a diretora Conceição Geraldo.

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