Muro ainda não foi reconstruído
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de janeiro de 1997
Simone Mattos 
Da Sucursal
Albari Rosa/Folha de LondrinaLENTOTrinta metros do muro que fica atrás da prisão foi derrubado pelas chuvas dia 27 de dezembro. Obra deve estar pronta no final de janeiro.
A rotina da Prisão Provisória de Curitiba, localizada no bairro do Ahú, só deverá ser reestabelecida no final deste mês. Desde o final de dezembro, a queda de uma parte do muro de proteção da penitenciária impede cerca de 400 homens que trabalham na horta e na serralheria de sair do prédio da prisão, atrapalhando o funcionamento destas atividades.
Estamos trabalhando a todo o vapor, inclusive durante os finais de semana, para reconstruir os 30 metros do muro que foram derrubados pela chuva do dia 27 (de dezembro), disse o diretor do presídio, José Guilherme Assis.
Ele disse que a segurança da população não foi ameaçada em nenhum momento, pois, além do muro, existem no local três telas de proteção. Segundo o diretor, o policiamento da região também foi reforçado desde o incidente. Além disto, mais de metade dos nossos 790 internos, estão impedidos de realizarem suas atividades diárias ao ar livre, afirmou.
Ele disse que no dia seguinte à queda do muro, a divisão de engenharia do sistema penitenciário preparou um laudo da obra necessária e imediatamente se iniciaram as obras emergenciais. A região onde está o muro é complicada pois a área é de fundo de vale e o terreno é um aterro que foi feito sobre o córrego que passa na região, justificou.
Ele confirmou que apesar destas dificuldades, a obra deverá estar totalmente concluída até o dia 31 de janeiro, possibilitando o retorno de todas as atividades da prisão.
Durante estes dias estamos garantindo apenas os serviços de padaria e cozinha, onde estão concentrados todos os detentos, disse Assis. Ele explicou que a padaria da prisão é uma das maiores da cidade, produzindo 14 mil pães por dia, que são enviados para todas as delegacias e outras penitenciárias da região.


