Um filhote de muriqui, o maior primata das Américas, também conhecido como mono-carvoeiro, uma espécie ameaçada de extinção, teve, pela primeira vez, sua reprodução realizada por um zoológico. O fato aconteceu há duas semanas, em Curitiba, no Passeio Público, tradicional zoo localizado na região central da cidade.
Segundo o diretor do Passeio Público, Luiz Roberto Francisco, restam hoje na natureza uma população estimada entre 400 e 600 macacos muriquis. O zoológico tem cinco animais - dois casais e o filhote - e é o único no País que mantém uma população desta espécie.
Os muriquis gostam de se movimentar no alto das árvores, alimentando-se de brotos, frutas, sementes, flores, insetos e folhas. Para manter o habitat próprio da espécie, o Passeio Público preocupa-se em plantar árvores que mantenham as folhas tanto no verão quanto no inverno.
O nome da espécie vem do tupi, ‘‘muri’ki’’, que significa ‘‘gente vagarosa’’. O animal tem um metabolismo lento em função do regime à base de folhas. O filhote fica junto ao ventre da mãe durante os primeiros oito meses de vida, transferindo-se depois para as costas até a época do desmame, que ocorre entre os 18 e 24 meses. A maturidade sexual é atingida aos oito anos e o tempo de gestação é de sete a oito meses.
O animal adulto atinge cerca de 130 centímetros, contando o tamanho da cauda e vive aproximadamente 20 anos. O termo mono-carvoeiro é dado devido à característica dele ter a cara preta, enquanto o pelo é amarelado.
No Zoológico do Parque Iguaçu, também em Curitiba, já foram reproduzidas espécias como o lobo-guará, lontra, anta, arara-azul, arara-de-fronte-vermelha, macaco-aranha, tamanduá-bandeira, pavãozinho-do-pará e cuxiú, outra espécie de macaco de pequeno porte da Amazônia.

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