Comerciantes e moradores de Maringá terão 90 dias de prazo para derrubar as muretas construídas em volta de árvores plantadas em área pública. A determinação é da prefeitura, baseada no artigo 187 da lei municipal 47/94, que dispõe sobre edificação de obras. Com a medida, a prefeitura espera evitar que centenas de árvores continuem morrendo todos os anos.
De acordo com estudos realizados por biólogos e engenheiros florestais de Maringá, as muretas são responsáveis pela morte de aproximadamente 300 árvores adultas por ano na cidade. O principal problema é que os cercados de cimento com terra impedem a oxigenação das raízes superficiais da árvore. A umidade do local e a falta de luz do Sol tornam a planta vulnerável à ação de fungos e doenças.
A partir de outubro, quem não tiver cumprido a determinação municipal receberá multas entre R$ 101,00 e R$ 600,00. Os responsáveis pela construção de muretas também poderão pagar uma indenização de R$ 11 mil se ficar comprovado que a árvore morreu por falta de oxigenação.
Para impedir que novos muros sejam construídos em volta de árvores, a prefeitura também pretende intensificar a fiscalização. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Hamilton Cardoso, toda árvore deve ter um espaço mínimo de terra de 1,20 metro quadrado. A lei municipal também proíbe cimentar a calçada até o tronco da planta. Somente nos últimos seis meses foram plantadas cerca de 2,5 mil novas árvores na cidade, parte delas destinada à reposição.
As áreas verdes de Maringá totalizam 170 hectares de matas nativas, em 11 parques. São 80 mil árvores plantadas em quase 100 praças e avenidas. Em média, há 26,6 metros quadrados de área verde por habitante, um dos mais altos índices do País.

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