Os prefeitos e secretários dos municípios da Região Metropolitana prevêem dificuldades em ampliar as ruas asfaltadas em 1999, à exceção de Curitiba, que pretende manter as obras no patamar deste ano, apesar dos cortes anunciados. As obras de ampliação nos demais municípios devem ficar por conta de financiamento do Paraná Urbano.
‘‘Todos os municípios estão em dificuldades. Se conseguirem manter sua malha viária já estarão avançando bastante’’, afirma o prefeito de Campo Largo, Newton Puppi, que acredita estar vivendo a pior crise dos últimos 50 anos.
Em seu terceiro mandato, Puppi diz que a crise tem origem no governo federal e critica os cortes, que afetariam as prefeituras diretamente e de formas mais graves. ‘‘Os municípios não têm banco para emitir moeda nem empresas para vender’’, afirma, fazendo referência aos governos estadual e federal.
Em Colombo, segundo o secretário Ermínio Schluga, o asfaltamento de novas ruas está condicionado ao programa de asfalto comunitário, pago pelos moradores. Em Fazenda Rio Grande, conforme a assessoria de imprensa, programas como o asfalto comunitário não são usados. A Prefeitura não cobra dos moradores porque a maioria não tem condições de pagar. (J.A.)

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