Municípios recebem remédio do consórcio
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quinta-feira, 24 de maio de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
O Consórcio Paraná Saúde, firmado entre o Estado e 353 municípios que fazem parte das 22 Regionais de Saúde paranaenses, repassou parte de um lote de 32 milhões de medicamentos que compõe 115 itens da linha básica aprovados pelo Ministério da Saúde. Desde o final de 1999, data de criação do consórcio, cerca de R$ 12 milhões já foram gastos na compra de unidades dos medicamentos mais utilizados pela população.
A 17ª Regional de Saúde, que abrange 20 municípios da região de Londrina, recebeu cerca de 1,8 milhão de medicamentos. Londrina e mais três municípios da regional Norte (Ibiporã, Alvorada do Sul e Florestópolis) integram o consórcio, mas recebem a sua parte em dinheiro, comprando remédios de outros fornecedores.
Segundo a diretora da 17ª Regional, Rosilene Machado, os medicamentos são adquiridos com recursos do governo federal, repassados pelo MS, R$ 1,00 por ano para cada habitante. O governo estadual contribui com R$ 0,50 anuais. Cada município tem direito de receber os valores conforme o total de população.
O consórcio, disse Rosilene Machado, além de conseguir comprar remédios mais baratos, ainda se encarrega do controle de qualidade farmacêutico. Rosilene também informou que os municípios que ficaram de fora recebem os recursos federal e estadual normalmente, através do Fundo Municipal de Saúde. A diferença é que esses municípios optaram por comprar os medicamentos em outra fonte, explicou a diretora.
De acordo com o secretário municipal de Saúde de Londrina, Silvio Fernandes, o município não entrou no consórcio de Saúde porque prefere comprar medicamentos da Fundação do Remédio Popular (Furp), de São Paulo. Segundo Fernandes, a Furp concorre com preços mais acessíveis. O secretário disse que o município gasta mensalmente cerca de R$ 150 mil com remédios.


