O crescimento populacional traz mais investimentos e consequentemente o desenvolvimento de um município, mas o que fazer quando o número de habitantes ao invés de aumentar acaba diminuindo? Esse é o desafio que muitos prefeitos enfrentam.
Preocupados, administradores de 25 municípios que compõe a Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) buscam ajuda junto a instituições de ensino superior, além da Secretaria Estadual de Desenvolvimento urbano (Sedu) e Sebrae. Eles querem elaborar um projeto que visa identificar os motivos para a evasão populacional.
Atual presidente da Concam, o prefeito de Ubiratã, Fábio Dalécio, explica que o encolhimento das cidades é um problema coletivo e que apenas quatro - Campo Mourão, Terra Boa, Peabiru e Araruna - municípios viram o número de habitantes crescer.
Dalécio acredita que esses dados se devem ao tipo de economia de cada centro e que assim que o projeto for posto em prática há a possiblidade de mudança. ''A visão que temos daqui é que municípios que começaram a se idustrializar e criaram novos postos de emprego têm obtido bons resultados'', avalia. Segundo ele, a maioria dos municípios ainda depende muito da agricultura como sua principal fonte de renda.
Outro fator que pode ser comprovado pelo estudo é que os jovens que poderiam contribuir com o crescimento dos municípios acabam indo embora por falta de opção, seja de emprego ou mesmo de estudos.
Coordenadora do Núcleo Maringá do Observatório das Metrópoles, orgão vinculado à Universidaide Estadual de Maringá (UEM), a professora Ana Lúcia Rodrigues comenta que projetos como o proposto pela Concam são viáveis e importantes, pois é necessário fortalecer o crescimento dos municípios. ''É fundamental que esse tipo de processo seja executado e importante que ocorra assim, de forma coletiva, porque sozinho não se chega a lugar nenhum'', justifica.
O início dos trabalhos, no entanto, deve demorar de acordo com a professora. ''Precisamos dos dados completos. Tive uma reunião com o presidente do IBGE (Eduardo Pereira Nunes), e ele disse que o material que utilizamos para esse tipo de pesquisa ainda levará um tempo para ficar pronto'' , afirma.
Políticas regionais e um estudo socioeconômico detalhado para buscar melhores maneiras de investimento são soluções apontadas por Ana Lúcia. Porém, ela avisa que o resultado disso não é imediato. ''Esse é um projeto de médio prazo, mas que precisa ser iniciado se a intenção é mudar. Provavelmente no Censo em 2020 vamos ver que essa busca valeu a pena.''

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