Paulo Pegoraro
O Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros, formado por prefeitos e entidades de empresários da região do Lago de Itaipu, propõe a exploração pela iniciativa privada dos terminais de lazer e turismo existentes ou em implantação na faixa do lago. As chamadas ‘‘prainhas’’, que em alguns casos são verdadeiros complexos voltados ao entretenimento, podem ser fonte de receita para os municípios desde que bem exploradas, segundo Rogério Stein, presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná.
A entidade, que representa 49 associações, está pedindo à binacional Itaipu e ao governo do Estado que, aproveitando o período de baixa temporada devido ao inverno, estudem a terceirização dos terminais já a partir da próxima temporada, no final do ano. O Conselho de Desenvolvimento, presidido pelo prefeito de Santa Helena, Silom Schmidt (PPB), que representa 14 municípios paranaenses e um do Mato Grosso do Sul (Mundo Novo), já manifestou a mesma pretensão.
Os terminais de Santa Helena, Santa Terezinha de Itaipu e Marechal Cândido Rondon estão entre os de melhor estrutura. Cada um destes locais é visitado por milhares de pessoas nos finais de semana. Os visitantes movimentam a economia das cidades, com compras no comércio local e utilização de serviços. Vitor Giacobbo, presidente da Associação Comercial de Marechal Cândido Rondon, afirma que repassar os empreendimentos à iniciativa privada significa ‘‘sua profissionalização’’.
As empresas teriam mais facilidade para desenvolver projetos que possam atrair um número ainda maior de visitantes. Segundo prefeitos e empresários, a melhoria das estruturas ajudaria a impulsionar o próprio projeto ‘‘Costa Oeste’’, do governo estadual, para aproveitamento do potencial turístico da faixa margeada pelo Lago de Itaipu.
A empresa binacional se responsabilizou pela maior parte dos custos de implantação dos terminais, como forma de ‘‘compensação’’ pelo alagamento de terras e saída de milhares de famílias, quando da formação do lago, em 1992.
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná começa a organizar um fórum sobre a Costa Oeste e as perspectivas abertas para a região, denominado ‘‘1ª Expedição Geográfica’’. A iniciativa é do curso de geografia do câmpus de Marechal Cândido Rondon. A faixa margeada pelo Lago de Itaipu merece atenção especial porque sofreu o impacto da barragem de Itaipu sobre a produção agrícola, abrindo outras possibilidades sociais e econômicas que dão base à idéia da Costa Oeste projetada pelo governo paranaense.

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