Municípios planejam expansão
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quinta-feira, 01 de dezembro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
A missão de encontrar um espaço livre para deixar o carro ou moto está cada vez mais difícil devido ao aumento da frota de veículos. Para se ter uma ideia, de 2001 a 2016 o número de veículos passou de 2,5 milhões para 6,8 milhões no Paraná. Alguns municípios vêm planejando o aumento dessas vagas de estacionamento rotativo para conseguir atender esse crescimento.
Em Maringá (Noroeste), onde existem 5.240 vagas, existe um planejamento para instalar mais 3.267 unidades. Diferentemente do sistema de parquímetros de Londrina, em Maringá o controle é feito por meio de cartões que são preenchidos manualmente. "A proposta é que no futuro sejam instalados parquímetros, para potencializar a área de cobrança", projeta o secretário de Trânsito e Segurança de Maringá, Fábio Ribeiro. Ele explica que a medida diminuiria a necessidade de contratação de funcionários para atender uma área maior. Atualmente são 70 funcionários. Ele destaca que o controle eletrônico estava em estudo, porém outro grupo vai assumir a administração em 2017. "Cabe a eles decidirem sobre essa opção", aponta. O valor do cartão com direito a permanência por uma hora é de R$ 1,60.
NA JUSTIÇA
Em Apucarana (Centro-Norte), a questão do estacionamento foi parar na Justiça. Desde abril de 2014, o rotativo é administrado em caráter emergencial por uma empresa porque teriam sido encontradas irregularidades contratuais na concessionária que administrava o sistema desde 2005 e que não repassava recursos para a prefeitura. Segundo o assessor técnico do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan), Carlos Mendes, o Ministério Público firmou um termo de ajuste de conduta e estabeleceu que o município assuma o serviço em janeiro de 2017.
Recentemente, o número de vagas rotativas em Apucarana passou de 930 para 1,2 mil. Para administrar esse número de vagas a empresa utiliza 20 funcionários terceirizados, mas a partir de 2017 o serviço passará a ser operado por servidores concursados. A prefeitura adiantou que pretende utilizar 12 fiscais de campo e outros três no setor administrativo. "Pela nossa avaliação, a diminuição não afetará os serviços. Nós comparamos com outros municípios que possuem estacionamento rotativo e 12 funcionários são suficientes para operar o serviço", relata. O valor cobrado é de R$ 1,40/hora.
No entanto, o Plano de Mobilidade do município prevê a expansão para duas mil vagas rotativas e, se mantidos apenas esses 12 funcionários, seria uma proporção de 166 vagas por fiscal. "Ao longo do tempo o número de funcionários poderá ser ampliado se sentirmos necessidade de mais contratações."
Em Paranavaí (Noroeste) são 1,9 mil vagas, das quais 850 destinadas para motocicletas e 1.050 para veículos de passeio. "Já está tramitando na Câmara uma lei propondo a alteração. Seriam criadas aproximadamente 500 vagas", explica o secretário municipal de Proteção à Vida, Patrimônio Público e Trânsito, capitão Aírton de Melo Gonçalves. "O grande desafio é informatizar o serviço para ter um controle muito melhor do sistema. Isso geraria para o cliente mais comodidade para comprar créditos, que poderia ser feito por um aplicativo no telefone celular ou pelo tablet. O recurso entraria na conta da prefeitura diretamente", projeta. São 30 servidores concursados que atuam no estacionamento rotativo, cujo valor é de R$ 1/hora.


