Maringá - Municípios da região de Maringá estão perdendo o controle da dengue e se transformaram em áreas epidêmicas da doença. Dos 850 casos confirmados pela 15ª Regional de Saúde - responsável por 30 municípios da região - 796 pertencem a apenas seis cidades. Em Doutor Camargo (32 km a oeste de Maringá), com menos de seis mil habitantes, são 169 casos confirmados, número alarmante quando comparado a Maringá que tem cerca de 300 mil habitantes e 236 exames positivos da dengue.
Além de Maringá e Doutor Camargo, a 15ª Regional de Saúde está registrando epidemias nos municípios de Atalaia (69 casos confirmados), Floraí (36), Marialva (120) e Sarandi (166). As seis cidades concentram também a maioria das 2.043 notificações da doença.
A situação pode ser ainda mais grave pelo fato de que os dados fornecidos pelas secretarias municipais de saúde estão defasados junto à 15ª Regional. Um dos exemplos mais gritantes vem de Sarandi, município de 80 mil habitantes vizinho a Maringá. Na regional, Sarandi aparece com 415 notificações, mas a secretaria de saúde municipal já registra 870 casos. Como o quadro clínico da dengue se confunde com outras doenças, a regional não descarta ainda o fato de que pode estar ocorrendo a subnotificação.
Segundo a chefe da Seção de Epidemiologia, Norico Miyagui Misuta, os municípios não conseguem ‘‘alimentar’’ o sistema de informações porque faltam funcionários para digitação de dados nas equipes de vigilância sanitária das prefeituras. A regional determina que os números devem ser encaminhados todas as terças-feiras.
Para Norico, a epidemia ocorre principalmente por falta de mobilização das comunidades para o trabalho constante de limpeza contra focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Em Maringá, a epidemia é considerada sob controle, mas a cidade já registra dois casos de dengue hemorrágica. O primeiro causou a morte de uma mulher no final de fevereiro que adquiriu a doença em uma cidade do Mato Grosso. Os agentes de saúde estão em alerta por causa do segundo caso adquirido no próprio município. O caso envolve uma dona-de-casa internada desde quinta-feira passada na UTI do Hospital Universitário.

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