Curitiba - Depois de uma década e meia, os 14 municípios da Região Metropolitana de Curitiba que destinam seus resíduos domésticos no aterro sanitário da Caximba, na Capital, passaram a pagar pela utilização do local. A cobrança - R$ 20,00 por tonelada - foi acordada entre as prefeituras envolvidas no ano passado e entrou em vigor ontem. Considerando o volume de lixo gerado - cerca de 13 mil toneladas mês - a Prefeitura de Curitiba deverá arrecadar perto de R$ 260 mil.
A taxação foi uma das alternativas propostas para tentar reduzir o volume de resíduos destinados ao aterro da Caximba, que já precisou passar por intervenções para ter a vida útil prorrogada. Sentindo ''no bolso'' o custo da destinação final do lixo, os municípios, em tese, se preocuparão em investir na coleta seletiva e, com isso, diminuir a quantidade de material reciclável que vai para o aterro. As obras de ampliação do aterro, em andamento, devem estender sua capacidade de uso por mais três ou cinco anos.
O secretário de Meio Ambiente de Curitiba, Domingos Caporrino Neto, reforçou que o objetivo da cobrança é incentivar os municípios a ''fazerem sua lição de casa'', buscando novas tecnologias de reciclagem e conscientizando os moradores sobre a separação do lixo.
Caporrino Neto adiantou também que serão retomadas, em breve, as discussões sobre a criação do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos. Os municípios esbarraram na indisponibilidade de uma área para implantação do novo aterro metropolitano, já que duas tentativas - em Fazenda Rio Grande e Mandirituba - foram barradas por liminares judiciais obtidas por entidades ambientalistas.

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