Municípios investem em ações contra o Aedes
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sexta-feira, 10 de junho de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Por todo o Brasil, mesmo no inverno, inúmeras iniciativas para conscientizar a população têm sido realizadas na tentativa de eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika vírus, febre chikungunya e a síndrome de Guillain-Barré.
No Paraná, a incidência é de 419,60 casos por 100 mil habitantes, considerada situação de epidemia (100 a 299,99 casos/100.000 hab.) pelo Ministério da Saúde. No período de agosto de 2015 ao início de junho deste ano, dos 399 municípios do Paraná, 259 (64,9%) que tiveram ocorrência de casos autóctones.
FOZ DO IGUAÇU
Em Foz do Iguaçu (Oeste), o coordenador do setor de educação em saúde do Centro de Controle de Zoonoses, Thiago Cavalcanti, conta que há oito anos vem adotando a colocação de armadilhas para os mosquitos. "Distribuímos uma armadilha denominada adultrap a cada quadra da cidade, o que representa 3,7 mil armadilhas", expôs. Segundo ele, por meio delas é possível monitorar os bairros por uma metodologia além do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e também verificar se os mosquitos estão infectados. Isso graças a uma parceria com a Universidade Federal do Paraná, responsável pela análise molecular.
Cavalcanti acrescentou que outros trabalhos são realizados pela equipe, como o de abertura de imóveis fechados com o auxílio de um chaveiro um decreto federal publicado no início deste ano respalda essa medida. "Temos mais de 117 imóveis cadastrados que ficam fechados e 80% deles apresentam positividade para Aedes aegypti." O índice de infestação predial baixou de 6,5% em janeiro para 1,29% em abril. No município há o registro de 5.944 casos de dengue.
MARINGÁ
Em Maringá (Noroeste) uma das iniciativas é o selo "Esta Casa Combate a Dengue", proposta pela Secretaria de Saúde. Após a fiscalização e a constatação de que as residências não apresentam larvas do Aedes, o fiscal de Endemias cola o selo. Segundo a coordenadora de Endemias de Maringá, Janeth Sonzar, a intenção é valorizar o morador consciente e responsável. "Temos raríssimas exceções em que o morador não deixa entrar. Se ele insistir, aplica-se uma multa." Segundo Janeth, o IIP de Maringá em janeiro foi de 0,9% e em abril foi de 0,7%. São 2.456 casos da doença no município.
TOLEDO
O coordenador do departamento de Controle e Combate a Endemias de Toledo (Oeste), Taylon Eduardo Pereira, relatou que foi realizada a campanha "cartão vermelho contra a dengue" no bairro Porto Alegre, onde foram registrados 9 casos positivos no início do ano. A prefeitura realizou o Ecoponto Itinerante, quando foram retiradas 198 toneladas de lixo dos quintais das casas. "Depois, durante a fiscalização, se estivesse tudo ok, era colocado um TNT vermelho na frente da residência", indicando que o mosquito tinha sido expulso do imóvel. "Antes da campanha registramos 14 notificações e duas semanas após essa iniciativa, o número de casos zerou no bairro."
No entanto, os agentes tentaram replicar a iniciativa no Jardim Boa Esperança, mas os resultados não foram os mesmos. "Os casos continuaram aparecendo; havia muitos criadouros em lixos. Acreditamos que isso se deve em parte à formação educacional", analisou. Ele aponta que mesmo com o frio, pretende manter as ações para que no verão não haja outra explosão de casos confirmados. Com as ações o IIP do município foi de 4,6% em janeiro, para 0,9% em abril. No município são 577 casos.
NOVA ALIANÇA DO IVAÍ
Em Nova Aliança do Ivaí (Noroeste), o agente de Rpidemiologia, Eduardo Rodrigo Cordeiro, disse que houve uma parceria com uma usina de cana local para a realização de mutirões e a integração dos agentes de Endemias com os agentes comunitários possibilitou que as casas fossem vistoriadas mais vezes. "O IIP caiu de 8,6% em janeiro para 0% em abril. Desde agosto do ano passado registramos 11 casos confirmados de dengue", apontou.


