Municípios divulgam turismo rural na ExpoLondrina
Cachoeiras, comidas típicas e artesanato estão entre os atrativos de várias cidades presentes na Fazendinha
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quinta-feira, 11 de abril de 2019
Cachoeiras, comidas típicas e artesanato estão entre os atrativos de várias cidades presentes na Fazendinha
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

Um dos espaços mais tradicionais da ExpoLondrina, que é realizado no parque Ney Braga (zona oeste) é a Via Rural da Emater, conhecida como Fazendinha. Este ano o local voltou a divulgar o projeto de turismo rural. Segundo a gestora estadual de Turismo Rural da Emater, Terezinha Busanello Freire, a novidade é a Estação gastronômica, onde funciona um restaurante com uma variedade de pratos desenvolvidos com produtos de propriedades rurais da região.
“Estamos mostrando uma mini 'Primavera gastronômica', servindo pratos que mostram um pouco da gastronomia regional”, explicou. A Primavera gastronômica é um evento realizado anualmente em um dos municípios pertencentes à região turística do Norte e que tenha interesse em fortalecer e divulgar a sua marca ofertando opções gastronômicas. Em 2018 ele aconteceu em Assaí (Região Metropolitana de Londrina) e em outubro deste ano acontecerá em Tamarana (RML).
Quem passar pela Via Rural vai poder apreciar pratos como fraldinha na manteiga, linguiça com mandioca, traíra sem espinhos, yakissoba, tilápia primavera e porco no tacho.
GUARAPUAVA E ROSÁRIO DO IVAÍ
Logo ao lado da estação, há um estande de erva mate, com degustação do chimarrão e do tereré, do município de Guarapuava (Centro). A engenheira de alimentos Ana Paula Hiroki, da sorveteria Papitos, viu o grande sucesso do tereré na exposição e resolveu fazer uma parceria com o pessoal da ervateria e desenvolveu um sorbet de tereré com limão. A reportagem provou e aprovou a iguaria. Outro sorvete com sabor diferente é o de mandioca, desenvolvido por Luciana de Fátima Rodrigues da Cruz, de Rosário do Ivaí (Vale do Ivaí). “Gosto de fazer coisas diferentes. Faço também o quindim de mandioca e o doce de chuchu”, destacou.

Um dos expositores na Via Rural é a operadora de turismo Sonho Lindo, que oferta 48 roteiros na região, a maioria deles que dura um só dia. “O grupo sai de manhã e volta no fim da tarde. Temos outros 65 roteiros em fase de desenvolvimento, que estarão disponíveis a partir de 2020”, destacou diretor João Gouveia Cezar. Ele afirmou que existem 1.380 cachoeiras em um raio de até 250 km de Londrina, mas as que estão disponíveis para visitação são 680.
ASSAÍ
Um dos roteiros criados pela agência é o chamado circuito nipo-brasileiro em Assaí. O visitante pode tomar café da manhã rural japonês, aprender a dançar, conhecer o castelo, ver o cultivo da flor de lótus, ter um dia de samurai ou de gueixa e participar de jogos rurais japoneses. “A pessoa vai provar, não o sushi ou sashimi, mas a comida rural japonesa, que é a tilápia temperada no missô, arroz mochi com shiitake e frango e até sushi com carne seca, uma referência à colonização japonesa e nordestina. No final vem um souvenir, que é um um mini torii (portal xintoísta)”, detalhou.
ROLÂNDIA
Outra opção turística sugerida por Cezar é a visita a Rolândia (RML), de colonização alemã. O presidente do Comtur (Conselho Municipal de Turismo de Rolândia), Daniel Steidle, explicou que a cidade é plana e 20% da população adota a bicicleta como meio de transporte no município. “Recentemente realizamos o Caminho de São José, que foi um passeio ciclístico pelo qual visitamos capelas da época do café e circulamos por distritos como o de São Martinho, capital dos embutidos; além de outros distritos como o Deizinho, Baitira e a estrada de São Rafael”, observou.
SAPOPEMA
Outro expositor foi o município de Sapopema (Norte). O secretário municipal de Turismo, Miguel Golono, apontou que são 47 cachoeiras catalogadas e também o Pico Agudo, que é uma montanha com 1.200 metros de altitude, onde o rio Tibagi passa aos seus pés. “A vista é magnífica. O salto das Orquídeas tem três cachoeiras em sequência, tem lanchonete e estrutura de camping”, apontou.
TAMARANA
Já Tamarana (RML) tem como atrativos o Salto Apucaraninha e também a reserva indígena, que fica ao lado. O coordenador do grupo de dança Guerreiro, Gabriel Kaiê da Silva, que reside na aldeia, explicou que as portas estão abertas. “Nós vamos ter um evento nos dias 18, 19 e 20, quando teremos danças, ervas medicinais, falas e gritos indígenas, além das comidas típicas. Queremos receber vocês”, declarou Silva. O grupo realiza apresentações na Via Rural.

SERTANEJA
No município de Sertaneja (RML), com o anúncio da chegada do Hard Rock Hotel, o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) está capacitando as artesãs a realizar trabalhos utilizando palha do milho, folha de bananeira e bucha vegetal. Uma das que recebeu essa capacitação foi Olga Izabel Rosa. “Essa experiência tem sido muito boa. Nosso município está engajado e estamos nos capacitando para aproveitar essa oportunidade. Sertaneja é rica em rios. Temos 100 km de águas navegáveis. Nós estamos vendo esse empreendimento como uma oportunidade de crescer com o município”, apontou.


