Municípios defendem bilhetagem eletrônica
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terça-feira, 25 de setembro de 2018
Pedro Marconi <br> Reportagem Local 
A integração das linhas nos terminais de Ibiporã e Cambé somente pelo cartão transporte passou a ser adotada em 2011, com as estruturas das duas cidades ficando, a partir de então, abertas. A alegação da TIL Transportes Coletivos, na época, era de que o sistema de bilhetagem eletrônica facilitaria o embarque dos usuários fora dos terminais e reduziria o volume de dinheiro nos ônibus, o que evitaria assaltos.
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Em Ibiporã, o prefeito João Coloniezi (MDB) afirmou que não existe nenhuma tratativa no município para que volte a existir a integração em dinheiro. "Fazer o cartão (transporte) é simples. Além disso, tudo influencia no preço da passagem. Na época foi adotada esta postura pois deixaria de acontecer um aumento grande na passagem. Isso foi antes de assumir (a prefeitura). Temos poucas reclamações sobre o assunto", alegou. Em relação ao totem com os horários dos ônibus, o chefe do executivo disse desconhecer o projeto. "As pessoas hoje estão muito conectadas e com fácil acesso a internet."
De acordo com Fausto Anami, diretor de Trânsito de Cambé, anteriormente empresas diferentes faziam o transporte metropolitano e urbano e depois a concessão mudou e ficou somente a cargo da Til. "O cartão de integração foi um benefício para o usuário, já que hoje ele tem pontos integrados, seja embarcando no ônibus urbano ou metropolitano. Dentro da situação de fazer essa integração criou-se uma regra, que é ter o cartão", defende. A prefeitura informou que 90% do transporte na cidade é metropolitano e 10% urbano.
O MP-PR (Ministério Público do Paraná) expediu em setembro uma recomendação administrativa para que a Prefeitura de Cambé abra processo de licitação, na modalidade concorrência pública, para outorga de concessão da prestação do serviço de transporte coletivo urbano do município. Anami garante que com isso será possível trazer a discussão sobre integração no terminal de volta à pauta. "Fizemos o Plano de Mobilidade Urbana, agora estamos fazendo a revisão do Plano Diretor e a questão da licitação poderá abranger isso. Vamos discutir com a sociedade. O próprio plano de mobilidade apontou que a necessidade atual é de um ponto de ônibus a cada 300 metros. Hoje é a cada 400 metros", exemplificou.
A reportagem procurou a TIL, porém não obteve resposta. (P.M.)


