Municípios da RM devem implantar política comum
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quinta-feira, 25 de setembro de 1997
Curitiba 
Os municípios da Grande Curitiba vão enumerar e descrever os recursos naturais e recantos existentes em seus territórios, monumentos históricos e aspectos culturais que, segundo critérios previamente estabelecidos, possam ser de interesse turístico. O trabalho foi definido durante o I Fórum Metropolitano dos Secretários de Indústria, Comércio e Turismo como o primeiro passo para implantação de uma política conjunta para desenvolvimento da atividade turística na Região.
Houve consenso sobre a importância do turismo para a economia das cidades e sobre a necessidade de união para explorar suas potencialidades, explicou o secretário municipal de Curitiba, Geraldo Yamada. As cavernas de Rio Branco do Sul, Colombo e Bocaiúva do Sul, a Serra da Baitaca em Quatro Barras, as furnas da região dos Campos Gerais e as fontes de Doutor Ulisses, bem como a paisagem da área rural de todos os municípios da Grande Curitiba formam, junto com a capital, um acervo de recursos de muita potencialidade turística.
Para explorar este potencial, concluíram os secretários, é preciso formatar a região como um produto a ser ofertado aos visitantes. O desenvolvimento desta atividade exigirá também investimentos para implantação de infra-estrutura para recepção dos turistas - transporte, hospedagem e alimentação - além de formação de profissionais, em especial guias turísticos.
Outra decisão tomada no Fórum de Secretários da Indústria, Comércio e Turismo relaciona-se ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Os recursos do Fundo destinam-se a financiamentos para micros e pequenas empresas e também para treinamento e qualificação de trabalhadores. A Região Metropolitana de Curitiba deve se juntar a outras regiões do Brasil na luta para desburocratizar o acesso aos recursos do FAS.
Além disso, os secretários deverão solicitar aos Conselhos de Emprego e Relações de Trabalho de seus municípios (que são os responsáveis pela análise e aprovação dos projetos encaminhados ao FAS) um melhor direcionamento dos cursos destinados aos trabalhadores. É preciso ofertar treinamento em áreas que tenham real demanda das empresas, explicou o secretário Yamada.


